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No dia 8 de maio de 1969, a foto do corpo de Pedro Grosso desnudo e crivado de balas estampou as capas dos principais jornais do Espírito Santo. Era o fim de uma vida marcada por crimes e fugas cinematográficas da prisão.
Os jornalistas Rosental Alves e José Carlos Corrêa, que eram repórteres de A Gazeta na época e cobriram o caso, contam que roubos e furtos levaram Pedro dos Santos - popularmente conhecido como Pedro Grosso - para a cadeia, mas foram as fugas mirabolantes da prisão que o transformaram numa lenda capixaba da crônica policial.
Para desvendar como o criminoso planejava suas fugas, Rosental passou quatro dias na Casa de Detenção de Vila Velha entrevistando colegas de cela, policiais e delegados. Lá ele ouviu histórias surpreendentes sobre buracos escavados na parede camuflados por dias e grades serradas até com a ajuda de saliva.
Pedro Grosso estudava minuciosamente a rotina da detenção e observava costumes e hábitos do carcereiro que o vigiava e do soldado que ficava na guarita próxima à cela para planejar cada detalhe da fuga com uma frieza considerada “irritante”, como consta em sua ficha criminal.
Foram pelo menos 20 escapadas da prisão, algumas até pela porta da frente da delegacia. Tamanha ousadia deu fama a Pedro Grosso e enfureceu as autoridades policiais da década de 60. As artimanhas para conseguir fugir, as superstições que cercavam o criminoso e os detalhes da sua morte são retratados neste primeiro episódio da série de podcast Vidas Bandidas.
Além de escutar o podcast, é possível conhecer detalhes da história no formato de quadrinhos animados e vídeos que revelam os bastidores da cobertura jornalística na década de 60. A ousadia de Pedro Grosso é a primeira trama policial retratada na série de A Gazeta Vidas Bandidas, que terá outros dois episódios disponibilizados, ainda neste mês, em diferentes plataformas digitais de áudio, para escutar quando e onde quiser.
O áudio de Vidas Bandidas também pode ser acessado nos aplicativos Spotify e iTunes. Com um dos apps instalados no smartphone, basta digitar na busca o nome da série Vidas Bandidas, clicar no arquivo de áudio e escutar.
PRÓXIMOS EPISÓDIOS
O próximo episódio de Vidas Bandidas vai relembrar a frase ameaçadora que ficou conhecida na Grande Vitória nos anos 70: “Eu sou o Edmilson. Ninguém reage, senão morre”. Afirmando ter sido vítima de uma injusta prisão, após ser acusado de roubo, Edmilson Cândido do Rosário, o Negão, ganhou fama de matador e também de Robin Hood capixaba, ao distribuir o fruto dos roubos para comunidades carentes de Vitória.
FICHA TÉCNICA
Roteiro: André Félix
Sound designer: Renan Efgen Faé
Produção de áudio: Jonas Braun
Narração: Geraldo Nascimento
Reportagem: Sullivan Silva e Elis Carvalho
Pesquisa: Cedoc - Rede Gazeta
Ilustrações: Arabson Assis
Animação: Marcelo Franco
Edição visual: Adriana Rios
Edição de reportagem: Joyce Meriguetti e Érica Vaz
Câmera e som: Antonio Cezar Martins
Edição de vídeo: Iza Rosenberg
Coordenação: Marketing Rede Gazeta