A Polícia Civil realizou, na noite de terça-feira (15), a operação Provedor.Net para combater a atuação de grupos criminosos no bairro Vila Garrido, em Vila Velha. Na última quinta-feira (10), a colunista Vilmara Fernandes, de A Gazeta, trouxe relatos de empresários do setor de internet que denunciavam cobrança de pedágio de até R$ 3 mil por traficantes da região para permitir que as firmas pudessem prestar serviço no bairro.
Participaram da operação equipes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e de unidades especializadas da Polícia Civil.
Durante a ação, os policiais abordaram pessoas e veículos, vistoriaram pontos que seriam utilizados pelo tráfico de drogas e fizeram novos levantamentos de campo para reunir informações que possam contribuir com as investigações.
De acordo com a Polícia Civil, além da coleta de dados, a operação teve como objetivo ampliar a segurança na região de Vila Garrido e em bairros próximos.
A corporação informou que não houve registro de anormalidades durante os trabalhos das equipes no local.
Conforme publicou a colunista de A Gazeta, Vilmara Fernandes, empresários relatam que traficantes da parte alta do bairro Vila Garrido estão cobrando até R$ 3 mil por semana para permitirem a prestação do serviço de internet na região.
Diante da recusa em pagar, cabos e caixas de distribuição vêm sendo cortados e quebrados, deixando moradores sem sinal. A tentativa de extorsão atinge pelo menos sete empresas.
Imagens registradas (veja acima) na madrugada do dia 5 de setembro, feitas em uma avenida que dá acesso à parte alta do bairro, mostram o momento em que duas pessoas usam uma foice para cortar os cabos e destruir o equipamento de um dos provedores. E filmam a ação.
Ainda conforme a colunista, moradores confirmaram o problema, mas se recusaram a dar detalhes por medo de represálias.
Por trás dos ataques estaria um grupo de traficantes vinculado à facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP). Alguns apontam que o homem que comanda as ações estaria escondido no Rio.
O grupo criminoso é liderado por três irmãos, dois deles detidos no sistema prisional: Luan Gomes Faria, o Kamu, e Gabriel Gomes Faria, o Buti. O terceiro é Bruno Gomes Faria, o Nono, foragido no Rio.
Bruno comandaria o grupo e a cobrança de pedágio com o apoio de Marcos Luiz Pereira Junior, o MK, que foi preso em janeiro deste ano em operação realizada pela Polícia Civil.