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Operação policial

Assessor parlamentar condenado por roubo de cargas é preso na Serra

O homem, de 32 anos, estava foragido da Justiça fluminense após ser condenado por participação em roubos de carga cometidos em 2017

Publicado em 07 de Julho de 2026 às 21:03

Caroline Freitas

Publicado em 

07 jul 2026 às 21:03
Assessor parlamentar é preso na Serra
Leitor A Gazeta

Um assessor parlamentar da Câmara da Serra, identificado como Erick Ferreira de Albuquerque, foi preso nesta terça-feira (7) durante uma operação conjunta das polícias Civil do Espírito Santo e do Rio de Janeiro.


Segundo as corporações, o homem, de 32 anos, estava foragido da Justiça fluminense após ser condenado por participação em roubos de carga cometidos em 2017. 


O assessor foi localizado nas proximidades da Câmara da Serra e não apresentou resistência à prisão. Condenado a sete anos de reclusão em regime fechado, ele foi encaminhado ao sistema prisional.


A defesa de Erick, representada pelo advogado Douglas Luz, disse que vai provar a inocência dele e alegou que a prisão foi ilegal. "A ação penal foi conduzida sob inadequada revelia, de forma que o assessor não tinha ciência dos fatos ali apurados e nunca assinou qualquer citação, procuração ou intimação referente ao crime imputado. Convém esclarecer que o processo em questão apurou fatos de 2017, sem qualquer relação com a função ocupada pelo réu na Câmara da Serra".


Erick atuava como assessor parlamentar do vereador Rodrigo Caldeira (Republicanos). Nas redes sociais, o político afirmou que, após tomar conhecimento da prisão, determinou imeditamente a exoneração do servidor. "A medida foi adotada para que os fatos sejam devidamente esclarecidos pelas autoridades competentes", completou o comunicado oficial. Confira a nota abaixo, na íntegra:

 

Procurado pela reportagem, o presidente da Câmara da Serra, William Miranda, informou que o assessor apresentou certidões negativas criminais da 1ª e da 2ª instâncias do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, além de um atestado de antecedentes da Polícia Civil capixaba. 


Segundo ele, como a investigação tramitava em outro Estado, os documentos não registravam qualquer ocorrência contra o servidor. "A legislação não exige certidões de todos os estados da Federação, mas apenas daquele em que a pessoa reside", afirmou.

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