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Cabo da PM é agredido durante confusão em posto de combustível em Vila Velha

O estado do policial é grave. Câmeras registraram momento em que militar é atingido na cabeça; briga teria começado após o policial urinar na grama do posto
Nayra Loureiro

Publicado em 

27 dez 2025 às 13:04

Publicado em 27 de Dezembro de 2025 às 16:04

Um policial militar foi agredido durante uma confusão em um posto de combustíveis no bairro Coqueiral de Itaparica, em Vila Velha, por volta das 18h, na sexta-feira (26). A vítima é o cabo da PM  Mariusom Marianelli Jacintho, que está há 11 anos na corporação. Ele precisou ser socorrido e foi levado para o Hospital Antônio Bezerra de Farias. As informações são do repórter Vinícius Colini, da TV Gazeta.
A briga teria começado após o policial ter urinado na grama, ao lado do posto. De acordo com a Polícia Militar, em nota, as agressões foram feitas com uma barra de ferro, mas o repórter no local do crime mostrou um objeto com uma base de concreto. "Quando a guarnição chegou ao hospital, a vítima já havia sido transferida para o Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE), em Vitória, onde permanece internada em estado grave", informou a PM.
Cabo da Polícia Militar Mariusom Marianelli Jacintho foi agredido em um posto de combustíveis em Vila Velha nesta sexta-d
Cabo Mariusom Marianelli Jacintho foi agredido em um posto de combustíveis em Vila Velha  Crédito: Arquivo pessoal
Imagens de uma câmera de videomonitoramento (veja acima) mostram o momento da agressão. No vídeo, o policial aparece em um carro preto discutindo com pessoas próximas a um contêiner. Em determinado momento, um dos envolvidos pega um objeto, avança e atinge o militar, que tenta se defender. Na sequência, o agressor desfere outro golpe, desta vez diretamente na cabeça da vítima, que cai no chão. Após isso, outras pessoas entram na confusão, até que uma mulher que estava dentro do carro do policial desce armada, momento em que a briga termina.
Ainda conforme a apuração da TV Gazeta, o homem que aparece no vídeo agredindo o militar com o objeto é Kennedy Thaumaturgo Rocha Júnior. Ele já teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.
Em coletiva de imprensa na tarde de sábado (27), o comandante-geral da PM, Douglas Caus, informou que a corporação mantém um cerco policial para localizá-lo.
As diligências são ininterruptas desde o fato. A prisão dele é uma questão de honra para a Polícia Militar
Douglas Caus - Comandante-geral da Polícia Militar do Espírito Santo
Segundo o comandante-geral, o militar teve traumatismo craniano e apresenta edema cerebral e, até o momento, a equipe médica ainda não decidiu pela realização de cirurgia. “Nós acreditamos em Deus para salvar o nosso policial militar”, declarou.
Após a agressão, as pessoas que estavam no local deixaram o estabelecimento. O homem que aparece correndo e dando um chute no policial foi localizado em casa, levado à delegacia, ouvido como testemunha e liberado. Ele é filho do agressor.
O homem que aparece no vídeo agredindo o militar é Kennedy Thaumaturho Rocha Júnior.
O homem que aparece no vídeo agredindo o militar é Kennedy Thaumaturgo Rocha Júnior. Crédito: Arquivo pessoal
A Polícia Civil informou que equipes do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP) identificaram uma testemunha e o suspeito do crime. A testemunha foi conduzida à delegacia, prestou depoimento e foi liberada. Até o momento, o suspeito não foi detido, e as investigações continuam. Informações podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181.
Na tarde de sábado (27), a Associação das Praças da Polícia e do Corpo de Bombeiros Militares do Espírito Santo (Aspra-ES) informou vai recompensar com R$ 10 mil quem fornecer informações que levem ao paradeiro do suspeito. "Contamos com o apoio da população para que o agressor seja localizado, devidamente responsabilizado e para que a justiça seja feita", diz a nota. 
A associação pede que as denúncias sejam feitas pelos telefones 181 ou 190. 
"Não vamos permitir que esse crime fique impune. Não descansaremos até que a justiça seja feita", comenta a entidade. 
Procurada por celular, a esposa do agressor disse que não sabe onde o marido está. Já a enteada dele, Rafaela César, afirmou em entrevista à TV Gazeta que o padrasto, que já foi casado com sua mãe e é pai do irmão dela que foi liberado, já teve comportamento agressivo. Ela também disse não saber o paradeiro de Kennedy Thaumaturgo.
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