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Justiça

Caso Lázaro: PM e mais 5 viram réus por sequestro e morte em São Mateus

Os seis investigados responderão por sequestro qualificado, homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e associação criminosa armada; todos permanecem presos preventivamente

Publicado em 03 de Setembro de 2025 às 13:58

Redação de A Gazeta

Publicado em 

03 set 2025 às 13:58
O corpo de Lázaro Airan dos Santos Pereira, de 17 anos, foi encontrado em uma cova numa área de mata na sexta-feira (4)
O corpo de Lázaro Airan dos Santos Pereira, de 17 anos, foi encontrado em uma cova numa área de mata no dia 4 de julho Crédito: Montagem A Gazeta
A Justiça acolheu a denúncia do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) e tornou réus os seis homens investigados por envolvimento no sequestro e morte de Lázaro Airan, de 17 anos, em São Mateus, no Norte do Espírito Santo. São eles: o cabo da Polícia Militar Denis Marchiore, o Lucas Eduardo Soares Chaves dos Santos, o Walisson Pereira Carvalho, o Felipe Silva Rodrigues, o Alex Nascimento Paixão e o Yan Krislan Pereira Dias. Todos seguem presos preventivamente. 
De acordo com o MPES, os investigados responderão pelos crimes de sequestro qualificado, homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e associação criminosa armada. O órgão explicou que as investigações reuniram diversas provas, incluindo imagens de videomonitoramento, dados do cerco inteligente, geolocalização de celulares da vítima e dos denunciados, além de testemunhos colhidos.
Na decisão que recebeu a denúncia, o Juízo de São Mateus destacou a gravidade e a hediondez dos crimes. O magistrado ressaltou que o corpo do adolescente foi localizado 22 dias após o desaparecimento, no dia 4 de julho, enterrado em uma cova profunda, em local ermo e de difícil acesso, apresentando sinais de tortura.
O Ministério Público também solicitou que, em caso de condenação, os réus indenizem a família da vítima em pelo menos R$ 200 mil a título de danos morais e materiais. Além disso, solicitou manter as prisões preventivas e que a Corregedoria da Polícia Militar apure a conduta disciplinar do militar denunciado. O processo foi arquivado em relação a um dos sete investigados, por ausência de provas suficientes para a denúncia.
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