Dois jovens morreram durante confronto com a Polícia Militar, na tarde desta terça-feira (28), em Cariacica. Tudo começou quando equipes da corporação foram até Flexal II. Um grupo de agentes que entrou na região conhecida como Campo do Apolo pelo manguezal foi recebida a tiros, revidando os ataques. O restante do grupo foi pela parte central do bairro.
A dinâmica do caso foi explicada pelo aspirante da PM Caio à reportagem da TV Gazeta. Na operação, Ricardo Moreira Lopes, 19 anos, e Arisson Borges de Barros, 23, foram atingidos pelos disparos e, apesar de socorridos, não sobreviveram. Um terceiro suspeito de participar dos atentados contra os policiais conseguiu fugir.
"Eles são indivíduos ligados ao tráfico de entorpecentes da região. Inclusive, um deles tem foto em rede social postando granada, arma de fogo. Têm passagens na Justiça por tráfico. Montamos a operação porque Flexal II é um local com olheiros que monitoram toda a logística da polícia. Dessa forma, eles conseguem se adiantar, se desvencilhar e fugir", detalhou o aspirante.
O PM explicou ainda que Flexal II era uma região neutra dentro da briga entre facções, mas a situação está mudando. "Atualmente, o Terceiro Comando Puro (TCP) tem tentado atuar", informou.
O Notaer-ES chegou a ajudar na localização de suspeitos. A equipe militar apreendeu durante a ação: 2 pistolas, 3 carregadores e 30 munições de calíbre 9mm, além de 1 064 pinos de cocaína, 247 pedras de crack; 226 buchas, 62 tiras de maconha e 13 unidades da droga; 136 unidades de skunk (tipo de cannabis) e 250 de haxixe.
A Polícia Civil informou que a ocorrência se enquadra como morte por intervenção legal de agente do Estado e que será acompanhada na Delegacia Regional de Cariacica. "Os corpos dos dois suspeitos foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML) da Polícia Científica, em Vitória, para serem necropsiados e, posteriormente, liberados aos familiares", informou.
As armas apreendidas serão encaminhadas para o Departamento de Balística Forense, da Polícia Científica (PCIES). O caso seguirá sob investigação do Serviço de Investigações Especiais (SIE), do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), responsável por apurar óbitos durante confronto entre bandidos e policiais.