Dois homens morreram após um confronto armado com a Polícia Militar no bairro Nova Esperança, em Cariacica, nesta quarta-feira (12). Eles foram identificados como Kauan de Miranda Caus, de 20 anos, e Paulo Henrique Silva Dutra, 21.
Segundo a Polícia Militar, um terceiro suspeito que teria participado da troca de tiros conseguiu fugir.
Segundo a PM, Kauan e Paulo Henrique chegaram a ser socorridos e levados ao Pronto Atendimento de Alto Laje, também em Cariacica, mas morreram na unidade de saúde.
De acordo com apuração da repórter Isabelle Oliveira, da TV Gazeta, Kauan esteve preso até junho deste ano. Não há informações sobre quando ele entrou no sistema prisional nem o motivo da prisão.
Segundo o major Monteiro, comandante da 16ª Companhia da Polícia Militar, equipes da Força Tática foram acionadas após informações do serviço de inteligência de que havia homens armados no bairro Nova Esperança. Os militares foram até a Avenida Belo Horizonte e encontraram três suspeitos com armas de fogo.
"Esses indivíduos, ao receberem voz de prisão, atiraram contra os militares. E para revidar injusta agressão, os militares também atiraram", informou o major.
Kauan foi baleado ainda na Avenida Belo Horizonte. Ele foi socorrido e levado para um pronto atendimento, mas não resistiu aos ferimentos.
Os outros dois homens fugiram em direção a uma área de mata e, de acordo com o major Monteiro, continuaram atirando contra os militares. Durante a perseguição, Paulo Henrique foi baleado e caiu em uma área de brejo, de difícil acesso. O Corpo de Bombeiros foi acionado para fazer o resgate, mas o homem também morreu.
A PM informou que uma pistola foi apreendida com Kauan.
"E o segundo (Paulo Henrique), que caiu dentro da do brejo da lagoa, possivelmente armado, não deu para salvar a arma, porque o brejo era pouco fundo com muita lama. Um terceiro se evadiu e estamos à procura", destacou.
A Polícia Militar informou ainda que mantém equipes na região para garantir a segurança e o funcionamento dos serviços públicos. Segundo a corporação, Paulo Henrique tinha três passagens por roubo e uma relacionada à Lei Maria da Penha. Kauan, ainda conforme a PM, tinha uma passagem por confronto com a polícia em 2024.
Segundo o major Monteiro, o bairro não era considerado pela PM uma região com histórico de violência. "É um bairro quieto, pacato, população de bem e trabalhadora. Para manter a boa estrutura e a paz desse bairro, vamos nos manter aqui 24 horas, o tempo que for necessário, para que a população de bem não venha sofrer com o criminoso."
A Polícia Civil foi procurada para fornecer mais detalhes sobre a ocorrência e informar quais procedimentos serão adotados.
(Com informações da repórter Isabelle Oliveira, da TV Gazeta)