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Violência

Doze ônibus são atacados em dois dias após mortes na Grande Vitória

Ataques ocorreram em retaliação a operações da PM nos bairros da Penha e Santos Reis; facção PCV é apontada como responsável
Jaciele Simoura

Publicado em 

27 ago 2025 às 12:00

Publicado em 27 de Agosto de 2025 às 15:00

Em dois dias, pelo menos 12 ônibus foram atacados por criminosos na Grande Vitória — 11 do Sistema Transcol e um de uma empresa privada. Os crimes ocorreram em retaliação a duas mortes durante confrontos com a Polícia Militar, registradas nos bairros da Penha e Santos Reis, em Vitória.
A tensão começou na segunda-feira (25), quando um jovem identificado como David Pereira de Jesus, de 21 anos, foi baleado em troca de tiros com policiais militares no bairro da Penha. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu. Após o ocorrido, cinco ônibus foram incendiados em Vitória, Cariacica e Serra. Um deles pertencia à Viação Satélite e estava a serviço da siderúrgica ArcelorMittal. Um carro de reportagem também foi atacado durante cobertura dos casos. 
Na manhã de terça-feira (26), Julio César Costa, de 15 anos, também morreu em confronto com a PM no bairro Santos Reis, na região da Grande São Pedro. Durante a noite, sete coletivos do Sistema Transcol foram apedrejados em represália. Segundo o Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano da Grande Vitória (GVBus), os veículos operavam as linhas 211 (Santo André/Jardim Camburi), 302 (Santo Antônio/Jardim da Penha), 518 (T. Carapina/T. Ibes via Serafim Derenzi) e 535 (T. Carapina/T. Campo Grande via T. Jardim América/Serafim Derenzi). Não houve feridos.
Todos os ônibus danificados foram encaminhados para manutenção nas garagens. Enquanto os reparos não são concluídos, a frota reserva está sendo utilizada para manter o atendimento aos passageiros.
Ainda conforme o GVbus, entre 2004 e 2025, 100 ônibus do Sistema Transcol foram incendiados por criminosos, três deles em 2024, e outros sete em 2025, incluindo os 3 da segunda-feira, ficando todos completamente destruídos.
"O impacto financeiro com ônibus totalmente destruídos é de R$ 80 milhões em pouco mais de 20 anos, levando em consideração o custo de reposição desses veículos em valores atuais – um coletivo novo custa em média R$ 800 mil, já os micro-ônibus, média de R$ 650 mil. Estes prejuízos recaem em todo o sistema, especialmente nas empresas de ônibus, mas também na população, já que um ônibus novo demora em média três meses para ser fabricado, além do período dos trâmites legais para que ele entre em circulação", explicou por meio de nota. 
De acordo com o secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Leonardo Damasceno, os ataques foram promovidos pela facção Primeiro Comando de Vitória (PCV). O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Douglas Caus, chegou a informar que dois homens foram presos na Avenida Leitão da Silva com dois galões de gasolina que seriam usados para incendiar mais ônibus ainda na segunda-feira (25).
Em relação aos ataques registrados na Rodovia Serafim Derenzi, um suspeito de 21 anos foi autuado em flagrante por dano qualificado contra o patrimônio e associação criminosa, sendo posteriormente encaminhado ao sistema prisional.
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