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Números que preocupam

Em média, 12 armas são apreendidas por dia no Espírito Santo

De acordo com dados da Sesp, mais de 2 mil armas foram recolhidas só de janeiro a julho deste ano; 30% delas foram adquiridas legalmente e acabaram nas mãos de criminosos

Publicado em 04 de Agosto de 2022 às 06:24

Júlia Afonso

Publicado em 

04 ago 2022 às 06:24
Bandidos compram armas no mercado legal a um preço até 65% menor do que pagavam via contrabando
Bandidos compram armas no mercado legal a um preço até 65% menor do que pagavam via contrabando Crédito: Shutterstock
De janeiro a julho deste ano, 2.264 armas foram apreendidas no Espírito Santo, uma média de 12 por dia. Delas, cerca de 30% foram adquiridas legalmente e acabaram nas mãos de criminosos.
Os números foram divulgados pelo secretário de Estado da Segurança Pública, coronel Márcio Celante, em entrevista ao repórter Roger Santana, da TV Gazeta (confira abaixo)
"Observamos que 30% dessas armas foram apreendidas e estavam com os criminosos eram de origem do cidadão comum: aquele que adquiriu uma arma e teve ela extraviada, furtada ou roubada", detalhou o secretário.
Armas essas que são usadas por criminosos para impor terror, com confrontos entre gangues rivais, tiroteios que assustam moradores, deixam escolas sem aula e bairros sem circulação de ônibus.
Em média, 12 armas de fogo foram apreendidas por dia no ES de janeiro a julho de 2022
Em todo o ano passado, de acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), 4.095 armas foram apreendidas em território capixaba.
"Através de operações qualificadas, de um trabalho de inteligência, a gente consegue resultados expressivos. Como nós falamos: (mais de) 2.200 armas de fogo somente neste ano"
Coronel Márcio Celante - Secretário de Estado da Segurança Pública
Celante pontuou, ainda, que o armamento chega nas mãos de criminosos de três modos: através do tráfico de armas; pelo extravio de cidadãos comuns, que compraram legalmente, ou adquiridas de armeiros, que fabricam de forma artesanal.
"A circulação de armas é constante, intensa. O que cabe a nós, forças de segurança, é identificar, através da inteligência, a origem dessas armas, e o mais importante: a apreensão dessas armas. Conseguindo apreensão, buscando o fornecedor, aquela organização criminosa que está trazendo essa arma para o Estado, através das divisas ou fronteiras, vamos conseguir uma maior apreensão de armas de fogo", ressaltou o secretário.
Ele ainda pediu ajuda da população, através do Disque-Denúncia, pelo telefone 181. "É sigiloso e vamos trabalhar toda a informação com inteligência a fim de identificar aquele criminoso colocado na denúncia e obtermos a prisão e apreensão de arma de fogo."

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