O Governo do Espírito Santo comprou 1.500 fuzis de Israel para reforçar a segurança no Estado. O investimento de cerca de R$ 30 milhões tem o objetivo de aumentar a capacidade das forças de segurança capixabas frente às organizações criminosas. Atualmente, os fuzis utilizados pelos policiais já são de fornecedores israelenses, mas trata-se de um modelo mais “leve” e com menor calibre. As armas adquiridas na nova compra têm maior alcance e precisão.
De acordo com o secretário de Segurança Pública do Espírito Santo, Leonardo Damasceno, em entrevista ao Bom Dia ES, da TV Gazeta, a previsão é de que as armas cheguem até o fim do ano para equipar policiais que atuam em áreas de alto risco.
Grande parte será destinada à Polícia Militar e outra para a Polícia Civil. Esse armamento é adequado para o policiamento tático em várias regiões
Armas de alta precisão
As armas adquiridas são dos modelos Arad 7, calibre 7.62 e atirador designado, produzidas por uma empresa israelense reconhecida mundialmente pela fabricação de equipamentos militares. Segundo Damasceno, os novos fuzis darão mais precisão e segurança às operações.
Esse modelo é altamente moderno, e a gente consegue direcionar e realmente diminuir a quantidade de disparos que os policiais fazem
Os equipamentos serão destinados a unidades como o Batalhão de Missões Especiais (BME), policiamento ambiental, ações com cães e forças táticas. Damasceno destacou que o Espírito Santo já utiliza armas israelenses do modelo ARAD 5 (calibre 5.56) e que a nova aquisição amplia o poder de fogo, agora no calibre 7.62.
“Israel é um grande produtor mundial de fuzis, o país vive constantemente sob algum tipo de ataque, em mobilização de guerra. Então, são fuzis altamente recomendados, várias forças brasileiras adquirem. A própria Polícia Federal está trocando seus fuzis também para o Arad”, disse.
Tecnologia no combate ao crime
Além das armas, o secretário ressaltou que a parceria com empresas israelenses têm ampliado o uso de tecnologia de ponta na segurança pública do Espírito Santo. Ele citou o uso de drones, reconhecimento facial, tótens de segurança, viaturas inteligentes e câmeras com leitura automática de placas.
(Com informações do g1 ES)