A apreensão de R$ 300 mil com um coletor de lixo (gari) no Espírito Santo, em julho do ano passado, foi o pontapé inicial para uma investigação que chegou a uma organização criminosa especializada em tráfico de drogas e lavagem de dinheiro na Grande Vitória e no Sul da Bahia. Integrantes do grupo foram alvos da Operação Clean, nesta quinta-feira (11), comandada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Espírito Santo (Ficco/ES).
Quando foi questionado sobre a origem dos R$ 300 mil, o coletor não soube justificar. Uma investigação começou e foi descoberto que, em apenas sete meses, R$ 4,22 milhões entraram na conta do gari. Desse total, apenas cerca de R$ 20 mil possuíam origem lícita.
A partir da apreensão, diversas diligências de Polícia Judiciária foram realizadas e revelaram um esquema estruturado de tráfico de drogas (sobretudo variantes de haxixe de alto valor agregado) e de ocultação de capitais, com divisão de tarefas entre núcleos financeiro, logístico e operacional.
Diante desse cenário, a Ficco/ES deflagrou a Operação Clean. Foram cumpridos 9 mandados de prisão temporária e 12 mandados de busca e apreensão na Grande Vitória e em Itacaré, na Bahia.
Segundo a Polícia Federal, o líder do esquema, que enviava haxixe para o Espírito Santo, vivia em Itacaré. Ele está entre os presos.
As ações resultaram na apreensão de haxixe, apetrechos para fabricação de drogas, arma de fogo, munições e acessórios para armamento, incluindo carregadores alongados, além de aparelhos celulares. Quatro pessoas foram presas em flagrante.
A Ficco/ES, coordenada pela Polícia Federal (PF), é composta pelas Polícias Militar (PMES) e Penal (PPES), pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), bem como pelas Guardas Municipais de Vila Velha, Cariacica e Viana.