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Bairro João Goulart

Homem é morto após atirar contra policiais e ônibus é incendiado em Vila Velha

Suspeito foi baleado durante patrulhamento da Polícia Militar, no início da manhã desta segunda-feira (23); horas depois, coletivo do Transcol foi queimado por encapuzados
Júlia Afonso

Publicado em 

23 fev 2026 às 09:18

Publicado em 23 de Fevereiro de 2026 às 12:18

Ônibus do Sistema Transcol foi incendiado após morte de homem em João Goulart
Ônibus do Sistema Transcol foi incendiado após morte de homem em João Goulart Crédito: Priciele Venturini
Um homem de 35 anos, identificado como Frankleen Virgens dos Santos, morreu durante um confronto com policiais militares na Rua Tiradentes, no bairro João Goulart, em Vila Velha. De acordo com apuração da TV Gazeta, os militares relataram que realizavam patrulhamento na região por volta das 5h50 desta segunda-feira (23) quando avistaram o suspeito armado pulando o muro de uma casa. Segundo a Polícia Militar (PM), o indivíduo teria efetuado um disparo contra a equipe, que revidou. Ele foi atingido no tórax e não resistiu.
Horas depois, um ônibus do Sistema Transcol foi incendiado em Morada da Barra, bairro vizinho, em ato apontado como represália à morte. A família de Frankleen esteve no local e afirmou à TV Gazeta que o homem era inocente e não estava armado. A PM divulgou uma foto da arma que, segundo a corporação, estaria sendo utilizada pelo suspeito.
Arma que teria sido utilizada pelo suspeito baleado em João Goulart
Arma que teria sido utilizada pelo suspeito baleado em João Goulart Crédito: Divulgação | Polícia Militar
Em nota, a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) informou que Frankleen já esteve preso por receptação e tráfico de drogas, desde 2011, e recebeu alvará de soltura em maio de 2021.
Frankleen Virgens dos Santos, de 35 anos
Frankleen Virgens dos Santos, de 35 anos Crédito: Acervo familiar

Ônibus incendiado

Por volta das 8h30, dois homens encapuzados invadiram um ônibus da linha 616 (Terminal de Vila Velha/Morada da Barra, via Barramares), na Avenida Brasil, em Morada da Barra. Eles espalharam combustível no interior do veículo, obrigaram os cerca de 15 passageiros a descer e atearam fogo no coletivo.
Ainda segundo a TV Gazeta, os suspeitos afirmaram que o ataque era uma represália à morte registrada mais cedo na região. "Mandaram a gente se afastar do ônibus, vieram com galões de combustível e atearam fogo. Eles só falavam para descer, dizendo que iam tacar fogo porque parece que mataram um amigo deles aí", comentou o motorista, que, por segurança, não será identificado. 
Quem vive na região ficou assustado com as chamas. "Eu estava dormindo com meu filho, acordei com o barulho de estalos e o vizinho me chamando para eu descer. Aí levantei e, quando vi o fogo pegando, desci correndo com meu filho, que é autista", disse uma moradora que teve a casa atingida pela fumaça do ônibus.
"Nossas guarnições estão saturando a região a fim de evitar as atividades criminosas. Esses criminosos aterrorizam a população e nossas guarnições não vão permitir atitudes como essa (o ônibus incendiado). Infelizmente, eles aproveitam o momento em que a guarnição está em outra rua para realizar esse tipo de ilícito. Estamos com policiamento reforçado, inclusive de unidades especializadas, realizando patrulhamento na região", disse o subcomandante da 13ª Companhia Independente da PM, capitão Lopes.

Itinerário alterado

linha de ônibus 616, que liga Morada da Barra ao Terminal de Itaparica, em Vila Velha, passando por Barramares, teve o percurso alterado após o ataque. Segundo a Companhia Estadual de Transportes Coletivos de Passageiros do Espírito Santo (Ceturb-ES), os veículos não estavam seguindo até o ponto final, encerrando o trajeto na Estrada Ayrton Senna. O itinerário dos coletivos foi normalizado um dia depois, na manhã de terça-feira (24).

Nota do Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano da Grande Vitória (GVBus)

"A empresa responsável pelo coletivo informa que, na manhã desta segunda-feira (23), em Morada da Barra, Vila Velha, criminosos entraram no ônibus da linha 616 (T. Itaparica/ Morada da Barra via Barramares), pediram a todos para descer e, em seguida, atearam fogo no veículo. Não houve feridos entre os ocupantes do coletivo. O ônibus ficou completamente destruído.

O GVBus lamenta a depredação e a destruição de ônibus coletivos de forma criminosa, e ressalta que esse ato somente traz prejuízos para o Sistema Transcol e para os moradores dos bairros em que os fatos ocorrem. Em pouco mais de 20 anos (entre 2004 e 2026), 104 ônibus do Sistema Transcol foram incendiados por criminosos, três deles em 2024, 10 em 2025 e 1 este ano, nesta segunda-feira (23), todos completamente destruídos. O impacto financeiro (somente com ônibus incendiados, que ficaram totalmente destruídos) é de R$ 83,2 milhões em pouco mais de 20 anos, levando em consideração o custo de reposição desses veículos em valores atuais – um coletivo novo custa em média R$ 800 mil, já os micro-ônibus, média de R$ 650 mil. 

Estes prejuízos recaem em todo o Sistema Transcol, especialmente nas empresas de ônibus, mas também na população, já que um ônibus novo demora em média três meses para ser fabricado, além do período dos trâmites legais para que ele entre em circulação."

Tensão na região

A região de João Goulart vive um momento de tensão. Na última quinta-feira (19), também na Rua Tiradentes, cerca de cinco criminosos desceram de uma van roubada e abriram fogo. Os disparos mataram um adolescente de 16 anos e deixaram outro homem ferido. As marcas da violência ficaram na região: cápsulas no chão, muros furados e o vidro traseiro de um carro destruído pelos tiros (veja abaixo).
Na ocasião, o major Cezar, da Polícia Militar da região, disse que o ataque tinha relação com grupos rivais do tráfico de drogas. "A gente tem verificado que houve alguma alteração nas facções que têm desencadeado confronto entre elas, mesmo com a gente atuando, apreendendo pessoas e armas, a gente tem verificado um aumento da violência na região. Nós estamos tentando entender o que tem causado essa instabilidade na Região Cinco", declarou.
*Com informações da repórter Priciele Venturini, da TV Gazeta
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