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Áudio circulando

Não há registro de sequestro de mulher com uso de criança em Vitória, diz polícia

Áudio sobre uma suposta tentativa de sequestro circula nas redes sociais; Polícia Civil faz levantamentos para esclarecer o caso e diz não haver confirmação do crime.

Publicado em 11 de Agosto de 2026 às 09:09

Júlia Afonso

Publicado em 

11 ago 2026 às 09:09

Um áudio em que uma mulher relata uma suposta tentativa de sequestro no bairro Santa Lúcia, em Vitória, tem sido compartilhado em aplicativos de mensagens e nas redes sociais. Na gravação, ela afirma que uma criança teria saído de um veículo, a chamado para entrar no carro e, depois que ela sinalizou para outras pessoas na rua, o automóvel deixou o local. A pessoa ainda diz que essa situação poderia estar relacionada ao tráfico de mulheres. 


A reportagem de A Gazeta procurou a Polícia Civil para saber se havia registro dessa ocorrência. Em nota, a corporação informou que investiga e realiza levantamentos sobre as informações divulgadas no áudio para esclarecer os fatos, mas que, até o momento, não havia qualquer confirmação sobre isso. 

Até o momento, não há qualquer confirmação de que no Estado tenha ocorrido algum crime dessa natureza

Polícia Civil, em nota

O que diz o áudio?

Na gravação, a mulher conta que caminhava por Santa Lúcia quando foi abordada por uma criança de aproximadamente 7 anos, que teria descido de um veículo utilitário e começado a chamá-la. Segundo o relato, um homem estaria no volante e aparentava estar nervoso.


A criança teria dito: "Ei, tia, vem aqui, entra aqui no carro". A mulher afirma que desconfiou da situação e acenou para pessoas que estavam no fim da rua. Nesse momento, segundo ela, o veículo deixou o local. Ela também relata ter conversado posteriormente com um amigo de um delegado, que teria dito que a situação poderia ser uma modalidade de tráfico internacional de mulheres com uso de crianças para atrair vítimas.


A repórter Isabelle Oliveira, da TV Gazeta, apurou com fontes da área de Segurança Pública que não há registro do caso na Delegacia Especializada de Antissequestro (DAS). Até o momento, portanto, não há confirmação de que a situação narrada no áudio tenha ocorrido ou de que esteja relacionada a uma tentativa de sequestro ou tráfico de mulheres.

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