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Operação Mustang

PF faz operação no ES contra esquema que levou 154 pessoas ilegalmente aos EUA

A ação, que integra uma iniciativa da Interpol de combate ao tráfico de pessoas e contrabando de migrantes, cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em seis Estados, incluindo do Espírito Santo, além de 3 mandados nos EUA

Publicado em 18 de Novembro de 2025 às 11:54

Felipe Sena

Publicado em 

18 nov 2025 às 11:54
Polícia Federal deflagra operação contra
Polícia Federal deflagra operação contra "coiotes" Crédito: Divulgação PF
Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (18), a Operação Mustang para combater uma organização criminosa especializada em levar brasileiros aos Estados Unidos de forma ilegal. A ação, que integra uma iniciativa da Interpol de combate ao tráfico de pessoas e contrabando de migrantes, cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em seis Estados, incluindo o Espírito Santo, além de 3 mandados nos EUA. 
Segundo a PF, o esquema foi responsável por facilitar a entrada e a permanência ilegal de pelo menos 154 brasileiros nos EUA. As investigações apontam que o grupo era formado por "coiotes" (intermediários do transporte ilegal), operadores financeiros que realizavam câmbio irregular e pessoas ligadas a empresas do setor de viagens e turismo.
Passaportes apreendidos durante a operação Mustang
Passaportes apreendidos durante a operação Mustang Crédito: Divulgação PF
Além dos mandados cumpridos no Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Santa Catarina, a operação contou com cooperação internacional. Foram cumpridos três mandados nos Estados Unidos, em parceria com o Departamento de Investigações de Segurança Interna (HSI) da Imigração e Alfândega norte-americana. A reportagem de A Gazeta questionou a corporação em quais cidades capixabas os mandados foram cumpridos, mas um retorno ainda não foi enviado. 
Os investigados, que estão proibidos de deixar o país por decisão judicial, tiveram os passaportes apreendidos. Eles responderão pelos crimes de promoção de migração ilegal e associação criminosa. As penas somadas para esses delitos podem ultrapassar 18 anos de reclusão, segundo a corporação. 

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