A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (6), a Operação "Infância Protegida", com o objetivo de cumprir seis mandados de prisão preventiva contra investigados por crimes de estupro de vulnerável. A ação é coordenada pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).
Até as 7h55, quatro alvos foram presos. As diligências são realizadas nos municípios de Vitória, Serra e Vila Velha.
O titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), delegado Marcelo Cavalcanti, explicou que esta é a primeira fase da operação.
"O perfil dos alvos é específico. São pessoas próximas das vítimas, do convívio diário, que deveriam protegê-las e acabam cometendo esses crimes", afirmou o delegado. Durante as diligências, também foram apreendidos materiais, principalmente celulares, que serão analisados e podem subsidiar novas investigações.
O titular da DPCA ainda reforçou a importância da colaboração da população. "É fundamental que as pessoas denunciem para que possamos dar início às investigações e proteger outras vítimas", disse.
Em Vila Velha, o delegado Glalber da Costa Cypreste informou que um dos alvos foi encontrado na Serra após informações apontarem que ele estaria trabalhando no município.
"Conseguimos localizá-lo e efetuar a prisão. Os presos são homens adultos e, após os procedimentos na delegacia, serão encaminhados ao sistema prisional", explicou.
Segundo Glalber, os casos reforçam uma característica recorrente dos crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes. "Normalmente, o perfil do abusador é de uma pessoa próxima da vítima, que se aproveita da relação de parentesco ou de confiança para cometer os crimes", destacou.
A delegada Thaís Cruz detalhou que uma das prisões realizadas na Serra teve como alvo um homem investigado por descumprir uma medida protetiva. De acordo com ela, havia uma decisão judicial determinando que ele se afastasse das vítimas — as filhas e um enteado — e deixasse a residência, mas ele se recusava a cumprir a ordem.
"A prisão ocorreu na casa dele e não houve resistência. Ele dizia que não acreditava na decisão e afirmava que a casa era dele", contou a delegada.
Conforme a investigação, o enteado, um adolescente, era vítima de agressões constantes e chegou a apresentar hematomas na escola. A situação foi denunciada ao Conselho Tutelar, dando início ao inquérito policial. O homem foi indiciado por lesão corporal, maus-tratos e, agora, também pelo descumprimento da medida protetiva.
Os trabalhos são coordenados pelo titular da DPCA, delegado Marcelo Cavalcanti, e contam com o apoio de equipes da Divisão Especializada da Região Metropolitana (Derm), do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic) e do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP). Cerca de 30 policiais civis participam da operação.
Segundo a Polícia Civil, o objetivo da ação é retirar de circulação pessoas investigadas por crimes sexuais praticados contra crianças e adolescentes.