Três pessoas foram indiciadas pela morte da diarista Luciana Siqueira Rodrigues, de 42 anos. Segundo a Polícia Civil (PC), dois deles, identificados como Adrielly Dias Ribeiro, de 27 anos, e Flávio Souza Ribeiro, 48, estão presos. Já o terceiro integrante do trio, Genésio José Endilch, 34, conhecido como Alemão, está foragido.
A vítima foi morta a tiros em 25 de agosto de 2025 dentro de casa, no bairro Boa Vista, em Cariacica, quando estava com as filhas. As meninas na época tinham 12 e 17 anos e tentaram salvar a mãe.
A investigação, concluída em 16 de março deste ano, foi divulgada na noite desta terça-feira (16). De acordo com a apuração da polícia, o crime ocorreu após Adrielly inventar que Luciana era "X9", termo popular usado para definir quem delata alguém.
A PC informou que Adrielly foi presa em 13 de outubro de 2025 e Flávio, em 18 de novembro, ambos no bairro Novo Brasil, em Cariacica. A polícia pede ajuda da população para encontrar Alemão. Informações podem ser enviadas ao Disque-Denúncia.
Disque-Denúncia 181
A Polícia Civil reforça que a participação da população é fundamental para as investigações. Informações podem ser repassadas, de forma anônima, pelo Disque-Denúncia, no telefone 181; pelo WhatsApp, no número 27 99253-8181; ou pelo site www.disquedenuncia181.es.gov.br, onde também é possível anexar fotos e vídeos de crimes. O anonimato é garantido e todas as denúncias são verificadas.
Suspeita criou narrativa
Conforme os detalhes passados pela corporação, o assassinato de Luciana aconteceu por causa de uma mentira.
Adrielly teria inventado que Luciana colaborava com os inimigos de Flávio e Genésio. Ela então passou a ser vista como “x9” e se tornou alvo dos criminosos.
“A apuração revelou que essa narrativa foi disseminada de forma convincente, levando os demais envolvidos a acreditarem em sua veracidade”, disse a chefe da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM), delegada Raffaella Aguiar.
Os três foram indiciados por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima, prática do crime para assegurar a execução ou a impunidade de outro delito e emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido.