Um servidor da Prefeitura de Ibatiba foi detido e autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo na quinta-feira (11), na zona rural do município, localizado na região do Caparaó do Espírito Santo. A prisão ocorreu durante a Operação O Paiol, um desdobramento de outra ação policial, a Operação Lucas 3:14.
Durante as diligências da 8ª Delegacia Regional de Ibatiba e de equipes da Superintendência Regional Serrana (SPRS), foram apreendidos seis smartphones e seis armas de fogo.
Em uma propriedade rural na comunidade de Córrego do Serro Frio, a Polícia Civil encontrou dois rifles, três espingardas e uma garrucha escondidos em um saco embaixo de um galpão. De acordo com as investigações, as armas teriam sido deixadas no local por um vizinho do sítio — um homem de 50 anos que atua como secretário municipal. A polícia não divulgou o nome do suspeito nem a secretaria na qual ele trabalha.
Segundo a corporação, a propriedade desse servidor também foi alvo das diligências. Embora nada de ilícito tenha sido encontrado no imóvel,ele foi encaminhado à delegacia por evidências colhidas na investigação e atuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
Após pagar fiança, o servidor foi liberado para responder pelo crime em liberdade. Além das armas, os seis smartphones apreendidos pertencem aos investigados e passarão por perícia.
A Prefeitura de Ibatiba foi procurada pela reportagem para se pronunciar sobre o caso envolvendo o funcionário público, mas não retornou até a última atualização desta matéria.
Segunda fase da Operação Lucas 3:14
A abordagem policial, denominada Operação O Paiol, faz parte da segunda etapa da Operação Lucas 3:14, deflagrada no dia 1º de junho. A ação investiga uma série de crimes, incluindo homicídio qualificado, organização criminosa, pistolagem, fraude processual, falsidade ideológica, além de ocultação e destruição de provas.
Na primeira etapa, a polícia também cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão nas cidades de Iúna e Castelo, no Espírito Santo, e em Mutum, Minas Gerais. Até o momento, 11 pessoas foram presas, entre elas quatro policiais militares e dois servidores públicos municipais.
O nome da operação faz referência à passagem bíblica de Lucas 3:14: “E ele disse: A ninguém maltrateis, não deis denúncia falsa e contentai-vos com o vosso soldo”. As investigações seguem em andamento.