Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

17 comissões

Quem deve ficar com o que na disputa por comissões da Assembleia do ES

Para acomodar todos os deputados, uma nova comissão permanente deve ser criada com o desmembramento de uma existente; das 17 comissões, quase todas estão com comando praticamente definido

Publicado em 10 de Fevereiro de 2023 às 06:21

Ednalva Andrade

Publicado em 

10 fev 2023 às 06:21
Vandinho Leite abraça Marcelo Santos no plenário da Assembleia durante a eleição da Mesa Diretora
Vandinho Leite abraça Marcelo Santos no plenário da Assembleia durante a eleição da Mesa Diretora Crédito: Carlos Alberto Silva
Em um clima mais tranquilo do que o da disputa da Mesa Diretora, que só teve os acordos finalizados a menos de 24 horas da eleição, a composição das comissões permanentes da Assembleia Legislativa deve entrar em votação na próxima segunda-feira (13) e já tem o comando definido de praticamente todos os grupos temáticos.
Para contemplar os pleitos feitos pelos deputados estaduais, está previsto o desmembramento da Comissão de Proteção à Criança e ao Adolescente e de Política sobre Drogas em duas — uma sobre Proteção à Criança e ao Adolescente e outra específica de Política sobre Drogas. Com isso, o número de comissões permanentes deve passar de 16 para 17.
Embora os parlamentares estejam divididos em dois blocos distintos, a composição das comissões tem sido discutida entre todos os deputados de maneira conjunta, sob a coordenação do deputado Dary Pagung (PSB). O deputado Hudson Leal (Republicanos) lidera o bloco composto por PL, Republicanos e PTB, enquanto Dary está à frente do bloco formado pelos demais partidos com representantes na Assembleia Legislativa — Theodorico Ferraço (PP) não integra nenhum dos dois grupos.
No bloco liderado por Hudson Leal estão quase todos os parlamentares que apoiavam o nome do deputado Vandinho Leite (PSDB) para a presidência do Legislativo estadual. O recuo do tucano da disputa, atendendo aos apelos do governador Renato Casagrande (PSB) para que houvesse chapa única liderada pelo atual presidente da Casa, Marcelo Santos (Podemos), teve como compensação a garantia de alguns integrantes do bloco no comando de comissões permanentes.
Nesses acordos feitos ainda durante a eleição para a Mesa Diretora, o deputado Danilo Bahiense (PL) garantiu o comando da Comissão de Segurança, que também era alvo de interesse do deputado da base governista Denninho Silva (União). Para solucionar o impasse, foi oferecida ao parlamentar do União a nova comissão a ser criada, de Política sobre Drogas.
No entanto, Denninho demonstrou interesse apenas em ser membro dessa comissão e de comandar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de Explosivos e Combustíveis.
A definição de presidentes, vice-presidentes e relatores das cinco CPIs criadas também está prevista para ocorrer na segunda-feira (13). Assim como as comissões permanentes, elas também passam por discussão no blocão de deputados e pode mexer com algumas composições até o prazo final. 
A CPI de interesse de Denninho é uma das quatro protocoladas pelo deputado Mazinho dos Anjos (PSDB). Elas receberam autorização para funcionar na sessão da última terça-feira (7) e provocou o primeiro embate da legislatura com o questionamento feito pelo deputado Vandinho Leite (PSDB) sobre as assinaturas colhidas pelo colega de legenda para criação das comissões. Ele levou o assunto ao presidente da Casa, Marcelo Santos (Podemos), o qual deve reiterar o posicionamento firmado em plenário de que não há irregularidades nas CPIs propostas por Mazinho e assinadas por governistas. O prazo para responder ao tucano vence nesta quinta-feira (9).
Uma quinta CPI foi proposta pela deputada Janete de Sá (PSB) para dar continuidade ao trabalho realizado na legislatura anterior sobre maus-tratos contra animais. As demais CPIs criadas também devem contemplar governistas. Elas vão apurar sobre abuso sexual e violência contra crianças e adolescentes; cumprimento de contratos de concessão de rodovias e trabalho infantil.

Divisão de vagas entre blocos

Nos acordos que garantiram o recuo de Vandinho da disputa da presidência da Assembleia, além das vagas garantidas aos aliados dele na Mesa Diretora — Hudson Leal (Republicanos) ficou com a 1ª vice-presidência e Bahiense com a 2ª vice-presidência — foram previstos os comandos de quatro comissões permanentes ao grupo, que tinha 10 parlamentares.
Bahiense vai ficar à frente da Comissão de Segurança, Coronel Weliton (PTB) na de Turismo, Alcântaro Filho (Republicanos) na de Proteção à Criança e ao Adolescente e Vandinho na de Defesa do Consumidor.
O tucano é o único que não está no bloco liderado por Hudson Leal. Este pleiteia a presidência da Comissão de Cooperativismo, mas ainda não houve acordo quando a isso.
Se Denninho confirmar recusa para a Comissão de Política sobre Drogas, ela e a de Cooperativismo e outras duas comissões que ainda têm seus comando indefinidos devem passar por negociações em novo encontro entre os parlamentares nesta sexta-feira.
A de Agricultura tem sido disputada por Adilson Espíndula (PDT) e Lucas Scaramussa (Podemos) e a de Ciência e Tecnologia ainda não tem nome confirmado. Todas as demais têm cotados quase certos para assumirem a presidência. 
Confira quem são os cotados para assumir o comando das comissões permanentes da Assembleia Legislativa:
  • Assistência Social: Raquel Lessa (PP) 
  • Cultura: Iriny Lopes (PT)
  • Defesa do Consumidor: Vandinho Leite (PSDB)
  • Direitos Humanos: Camila Valadão (Psol)
  • Educação: Dary Pagung
  • Finanças: Tyago Hoffmann (PSB)
  • Constituição e Justiça: Mazinho dos Anjos (PSDB)
  • Infraestrutura: Alexandre Xambinho (PSC)
  • Meio Ambiente: Fabrício Gandini (Cidadania)
  • Proteção à Criança e ao Adolescente: Alcântaro Filho (Republicanos)
  • Saúde: Dr. Bruno Resende (União)
  • Segurança: Danilo Bahiense (PL)
  • Turismo: Coronel Weliton (PTB)
Na última terça-feira (7), Marcelo Santos se reuniu com todos os deputados e disse que o objetivo é estabelecer todas as condições para que a Assembleia comece a ter votações na próxima semana. Para isso, todas as comissões precisam estar com a composição definida, já que o primeiro passo para a tramitação de um projeto depois da leitura em plenário é a análise nas comissões temáticas, de acordo com o tema do proposta apresentada.
Além disso, o presidente da Casa disse que há vetos encaminhados pelo Executivo que precisam ser votados primeiro e travam a pauta. "Falamos sobre isso com todos os deputados, que a gente gostaria que as coisas pudessem caminhar, pra gente poder começar os trabalhos efetivamente", frisou.

Como funcionam e para que servem as comissões?

As comissões permanentes estão previstas no Regimento Interno da Assembleia, que regulamenta o seu funcionamento, a competência e os temas abordados por cada uma delas. Para que haja o desmembramento discutido no bloco e confirmado pelo presidente da Casa, será necessário aprovar um projeto de resolução. Também está prevista a mudança do nome da Comissão de Cidadania e dos Direitos Humanos, atendendo a pedido feito em plenário pela deputada Iriny Lopes (PT). 
Essa comissões permanentes têm caráter técnico e legislativo, pois fazem parte da estrutura institucional da Casa. Elas devem se manifestar nos assuntos ou propostas submetidos ao plenário de acordo com o seu tema específico, acompanhar os planos e programas do governo e fiscalizar o orçamento na sua área.
A comissão mais nova é de Cooperativismo, criada em 2015. A última mudança, no entanto, ocorreu em 2019, quando a Comissão de Política sobre Drogas foi ampliada para atender aos pleitos do então deputado estadual Lorenzo Pazolini (Republicanos) e passou a se chamar Comissão de Proteção à Criança e ao Adolescente e Política sobre Drogas. É o mesmo colegiado que deve passar por mudança este ano.

Comissionados e sala garantidos

Um dos pontos discutidos no bloco também é o número de membros das comissões. Na última legislatura, três delas (Agricultura, Segurança e Finanças) tiveram nove integrantes, número considerado alto e acima da necessidade, já que as reuniões exigem a presença de um número mínimo de parlamentares que varia de acordo com o total de membros. A expectativa é de que o número máximo de membros fique em torno de sete, que foi o total de componentes da Comissão de Justiça na última legislatura, enquanto o mínimo deve permanecer em três parlamentares, como já eram seis das 16 comissões na legislatura de 2019 a 2022.
As 16 comissões já existentes na Assembleia contam com sala própria para funcionamento e cada uma tem direito a uma equipe de assessores formada por dois assessores júnior, dois assessores sênior e um supervisor. A previsão é de cinco cargos comissionados, mas algumas comissões possuem servidores efetivos de consultoria temática, de acordo com a necessidade do colegiado, segundo informação da assessoria da presidência da Assembleia.  
As maiores comissões, como a de Justiça e a de Finanças, contam com sete servidores à disposição, sendo apenas dois efetivos e cinco comissionados. No caso da de Finanças, ela ainda tem direito a dois servidores extras (um economista e um contador, ambos efetivos). Em comissões menores, apenas um servidor é efetivo, enquanto quatro são comissionados.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Dois anos após o crime, casal é condenado por morte de jovem em Aracruz
ES está entre os estados mais expostos às novas tarifas dos EUA, aponta Findes
ES está entre os estados mais expostos às novas tarifas dos EUA, aponta Findes
Coração captado em hospital de Vitória sendo levado para São Paulo
Força-tarefa viabiliza doação de coração do ES para São Paulo

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados