Sair
Assine
Entrar

A partir de 2027

Como vão votar senadores do ES em projeto que amplia número de deputados federais

Após a aprovação pela Câmara, no último dia 6, o texto será encaminhado ao Senado, para apreciação e votação

Publicado em 13 de Maio de 2025 às 10:03

Tiago Alencar

Publicado em 

13 mai 2025 às 10:03
Senadores capixabas deverão apreciar projeto que aumenta o número de deputados na Câ
Fabiano Contarato, Magno Malta e Marcos do Val são os representantes do Estado no Senado Crédito: Reprodução
A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei complementar que aumenta de 513 para 531 o número de vagas na Casa em razão do crescimento populacional. O texto será encaminhado ao Senado para votação. Ainda não há data para que a proposta seja levada a plenário e apreciada pelos senadores, entre eles os três representantes do Espírito Santo: Fabiano Contarato (PT), Magno Malta (PL) e Marcos do Val (Podemos).
Em contato feito por A Gazeta, os senadores manifestaram como devem votar sobre o projeto. Fabiano Contarato afirma ser contrário ao aumento do número de deputados. O petista considera a proposta "uma afronta ao cidadão brasileiro", uma vez que, segundo ele, o país precisa de iniciativas que visem à redução da desigualdade social. Magno Malta também é crítico à matéria, por entender que "o aumento de cargos políticos ofende a população". Marcos Do Val não encaminhou resposta à reportagem até a conclusão deste texto.
Confira abaixo o posicionamento dos senadores na íntegra:

ES vai manter número de deputados na Câmara

Mesmo com a aprovação do aumento de 513 para 531 deputados federais na Câmara, o Espírito Santo vai continuar com 10 cadeiras na Casa. A redistribuição prevê adequar a proporção de parlamentares ao crescimento populacional de cada Estado. Como a população capixaba se manteve estável, conforme os números do Censo de 2022, a composição da bancada capixaba seguirá como está.
A necessidade de rever a distribuição de cadeiras na Câmara dos Deputados surgiu após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que, em agosto de 2023, aprovou a reorganização de vagas na Casa de Leis seguindo os dados do Censo de 2022, sob pena de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizar essa adequação. Com a necessidade do aumento de vagas para alguns Estados, outros poderiam sair perdendo
Com a mudança, ganham cadeiras nove Estados: Pará (4), Santa Catarina (4), Amazonas (2), Mato Grosso (2), Rio Grande do Norte (2), Goiás (1), Ceará (1), Paraná (1) e Minas Gerais (1).

Relator do projeto optou por abordagem política

O texto a ser enviado ao Senado é um substitutivo do relator, deputado Damião Feliciano (União-PB) para o Projeto de Lei Complementar (PLP) 177/23, da deputada Dani Cunha (União-RJ). 
O relator optou por uma abordagem política em vez do cálculo diretamente proporcional previsto na Lei Complementar 78/93, revogada pelo texto. "Estamos a falar de um acréscimo modesto de 3,5%, enquanto a população nos últimos 40 anos cresceu mais de 40%", afirmou.
Damião Feliciano argumentou que a perda de representantes significaria também redução de recursos em emendas parlamentares, aumentando a desigualdade regional (somente o Nordeste perderia oito vagas). "Perder cadeiras significa perder peso político na correlação federativa e, portanto, perder recursos", disse.
Com a informação da Agência Câmara de Notícias

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Preços dos ingressos da Copa estão em queda — a Fifa está tentando se livrar deles para evitar fiasco?
Imagem de destaque
Nova construtora anuncia três empreendimentos imobiliários na Grande Vitória
Cadela da PM Sindy após resultado de outra operação policial
Cadela da PM é atropelada por dupla em moto furtada em Vila Velha

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados