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Reunião

Edir Macedo fala em 'inferno da mídia' no Templo de Salomão

O bispo também abençoou o presidente Jair Bolsonaro na frente da mutlidão

Publicado em 02 de Setembro de 2019 às 11:16

Publicado em 

02 set 2019 às 11:16
Edir Macedo: bispo é acusado de envolvimento em rede de tráfico de crianças Crédito: Divulgação/Facebook
Na semana em que a facada que sofreu durante a campanha completa um ano, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) foi abençoado pelo bispo Edir Macedo na frente de uma multidão de quase 10 mil fiéis no Templo de Salomão, sede da Igreja Universal do Reino de Deus em São Paulo.
No altar, de joelhos e de costas para os fiéis, Bolsonaro foi ungido com o azeite da igreja evangélica por volta das 10h deste domingo (1º).
 "Que Deus lhe dê sabedoria e coragem", disse Macedo, com as duas mãos sob a cabeça do presidente.
O presidente entrou com seguranças depois que todos os fiéis já estavam sentados. Ele sentou na primeira fila, que estava reservada a ele, sua equipe e ao filho Renan Bolsonaro, 21. A família de Edir Macedo também ocupou as cadeiras da frente.
A primeira-dama, Michele Bolsonaro, que é evangélica, não foi à reunião, como é chamado o culto pela manhã.
Edir Macedo criticou a imprensa. Disse que tentou trazer à igreja um candidato que virou presidente, sem deixar claro quem era, e que "quem perdeu a eleição foi desonrado". Ele afirmou que o Brasil "vive o inferno da mídia" e que o presidente sabe o que é levar pancada.
"Mas eu estou aqui", acrescentou, tirando riso de alguns fiéis. O bispo é proprietário da Rede Record.
"Este é um 'antes e um depois' para o presidente", disse. Após ser abençoado, Bolsonaro deixou o espaço e fez uma visita guiada pela igreja. Saiu do templo por volta das 13h30 e não falou com a imprensa.
Gravadores e celulares não são permitidos no local. 
Segundo frequentadores que aguardavam desde as 8h para entrar no culto, o Templo de Salomão inicia neste domingo uma oração à nação brasileira, que visa também fortalecer o presidente.
"Rezamos por tudo que Bolsonaro vem sofrendo, por todo ataque da mídia", disse uma fiel.
"Bom que agora ele está mostrando que a Amazônia é nossa. Por que os estrangeiros querem tanto se meter lá?", emendou outra.
Elas aguardavam a presença de Michele, que é da Igreja Batista. "Ela se curou da depressão graças à igreja. Bolsonaro está se convertendo", afirmou uma religiosa.
O presidente é católico e recebeu apoio de quase metade dos evangélicos do país. "Aqui recebemos uma direção e seguimos. Fomos todos em Bolsonaro."
Durante o culto, que estava lotado (são 9,5 mil cadeiras e mais pessoas que ficaram em pé e fora do templo), Edir Macedo exibiu a história de Silvane Souza Dias, uma professora de 54 anos, em um telão.
Ela relatou uma história de sofrimento superada graças ao apoio da igreja. Após a transmissão, Macedo disse que é preciso ter "inteligência e não tomar decisões com o coração, mas com a cabeça".
Logo depois de chamar à frente os fiéis que estivessem sofrendo o mesmo que ela ou estivessem "com problemas", pediu que Bolsonaro subisse ao altar.
O presidente foi aplaudido, mas não fez pronunciamento.
Depois do templo, o presidente seguiu à casa de Silvio Santos, no Morumbi. Ele chegou às 14h20. Deve assistir ao jogo de Palmeiras e Flamengo pelo Campeonato Brasileiro na casa do dono do SBT.
Bolsonaro fica até as 19h em São Paulo. Ele chegou pela manhã e fez uma consulta com seu médico em Congonhas. Ele terá que fazer uma nova cirurgia em consequência da facada que sofreu em setembro do ano passado.

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