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Eleições 2022

Hartung sinaliza que não aceitará convite para ser candidato à Presidência, diz Kassab

O ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung (sem partido) era cotado como um "nome presidenciável" pelo PSD, partido presidido pelo ex-ministro Gilberto Kassab

Publicado em 30 de Março de 2022 às 11:28

Redação de A Gazeta

Publicado em 

30 mar 2022 às 11:28
Paulo Hartung, ex-governador do ES
Paulo Hartung, ex-governador do ES Crédito: Reinaldo Carvalho/ALES
O ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung (sem partido) sinalizou que não vai aceitar o convite para encabeçar candidatura à Presidência pelo Partido Social Democrata (PSD). A informação foi publicada pelo jornal O Globo. Esta é a terceira negativa recebida pelo partido presidido pelo ex-ministro Gilberto Kassab. Antes, ele havia tentado convencer o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG), e o governador do Rio Grande do Sul (PSDB), Eduardo Leite.
Pacheco desistiu da pré-candidatura no início deste mês. O anúncio foi feito por ele no dia 9 durante sessão realizada no plenário do Senado. Na ocasião, ele também fez um balanço de sua atuação à frente da Casa durante a pandemia.
Na última segunda-feira (28), Eduardo Leite anunciou que vai renunciar ao governo, mas informou que vai permanecer no PSDB. Dessa forma, Hartung havia sido apontado como o “Plano C” do partido à Presidência.
"Deixei o Hartung muito confortável após meu convite. Mantemos o projeto da candidatura própria, mas agora vamos ter que conversar internamente para definir um nome "
Gilberto Kassab - Entrevista ao jornal O Globo
Aventado por Kassab como possível candidato pelo PSD, Hartung prioriza a unidade do bloco de partidos que busca furar a polarização entre Lula e Bolsonaro. Na segunda, ele chamou Leite de “melhor governador dessa geração” ao compartilhar o vídeo de sua renúncia no Sul. Hartung já foi entusiasta das candidaturas do apresentador Luciano Huck e de Rodrigo Pacheco, mas ambos decidiram não concorrer em 2022.
De acordo com O Globo, lideranças regionais do PSD esperam que o dirigente libere de vez apoios ao ex-presidente Lula (PT) ou ao presidente Jair Bolsonaro (PL) nos Estados.  Kassab não tem participado das articulações da chamada “terceira via”.
O apoio a Lula já no primeiro turno é priorizado pelo PSD em mais de metade dos Estados do Nordeste e também por candidatos em Amazonas e Minas Gerais. A preocupação de ver sua candidatura isolada nesse desenho foi um dos fatores que levaram Leite a recuar de uma migração para o PSD.
Segundo O Globo, Leite optou por permanecer no PSDB, que também tem divergências regionais, e renunciou ao governo de seu Estado, mantendo a perspectiva de ser o candidato tucano à Presidência num arranjo com siglas como União Brasil e MDB.
VAGA NO SENADO
Nesta terça (29), em mais uma negativa a Kassab, o ex-ministro Henrique Meirelles, atual secretário estadual de Fazenda em São Paulo, desistiu de concorrer ao Senado por Goiás pelo PSD.
Quem poderia ser uma alternativa para a vaga é o presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Lissauer Vieira, que deixou o PSB e se filiou também ontem à sigla, com aval de Kassab.
Aliado do governador Ronaldo Caiado (União), Vieira e outros nomes do PSD no Estado já mostraram abertura a um palanque com Bolsonaro. No Paraná e no Distrito Federal, o comando local da sigla também acena com alinhamento ao presidente.

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