Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Capixaba
  • Política
  • Moraes preparou defesa pública, mas adiou fala após conselho de aliados e operação sobre 'Dark Horse'
Banco Master

Moraes preparou defesa pública, mas adiou fala após conselho de aliados e operação sobre 'Dark Horse'

Ministro leria um texto com explicações a respeito da sua atuação e argumentos para rebater Mendonça; pronunciamento foi adiado, e Fachin cancelou sessão plenária desta quinta-feira (10)

Publicado em 10 de Setembro de 2026 às 14:44

Agência FolhaPress

Publicado em 

10 set 2026 às 14:44
BRASÍLIA - O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), preparou uma defesa pública a respeito das suspeitas que o colocaram como um dos vértices da crise institucional da corte, mas adiou o pronunciamento após ser aconselhado por magistrados aliados.
Os colegas recomendaram que Moraes aproveitasse as atenções voltadas à operação da PF (Polícia Federal) sobre o filme "Dark Horse", autorizada pelo ministro Flávio Dino nesta quinta-feira (10), e aguardasse mais um tempo para se manifestar.
Alexandre de Moraes, ministro do STF
Alexandre de Moraes, ministro do STF Carlos Moura/ SCO/ STF
Moraes leria um texto com explicações a respeito da sua atuação e traria argumentos para rebater o ministro André Mendonça, relator das investigações sobre o Banco Master e seu principal antagonista no STF.
Um ministro próximo a Moraes, contudo, ponderou que tudo o que ele eventualmente deixasse sem explicação poderia assombrá-lo até a sessão da próxima terça (15), quando o plenário vai se reunir para discutir a crise pela primeira vez.
Também foi considerada a possibilidade de que as falas de Moraes pudessem agravar as tensões com Mendonça e levar o presidente do STF, Edson Fachin, a cancelar a sessão desta quinta-feira, assim como fez na quarta (9).
Um ministro defendeu que um pouco de normalidade institucional em meio ao caos poderia vir a calhar, com o julgamento regular dos processos tributários da pauta. No entanto, Fachin acabou de fato cancelando a sessão mais uma vez.
De acordo com auxiliares do presidente da corte, ele avaliou que haveria um risco real de a sessão desta quinta ser utilizada para antecipar debates que já estão planejados para ocorrer na próxima terça. Na disposição das cadeiras do plenário, Moraes e Mendonça sentam lado a lado.
A assessoria de imprensa do STF informou às 7h40 que Moraes faria um pronunciamento às 11h. Às 8h45, no entanto, um novo comunicado foi divulgado, apontando para o cancelamento da fala, com remarcação "para data oportuna".
Pressionado a achar uma solução para a crise inédita do STF, Fachin decidiu, entre outras medidas, tirar Moraes da relatoria do inquérito das fake news e proibir Mendonça de avançar em investigações com potencial de atingir integrantes da corte.
O presidente do Supremo marcou para a próxima terça-feira (15) uma sessão pública para que os ministros analisem o relatório da PF que apontou Moraes como interlocutor de Daniel Vorcaro, dono do Master, e o pedido de nulidade do documento feito pela PGR (Procuradoria-Geral da República).
Os diálogos foram tornados públicos por Mendonça. Moraes contra-atacou, usando o inquérito das fake news para pedir que o colega responda por abuso de autoridade, crime de responsabilidade e improbidade administrativa.
O fato de Moraes ter usado um "relatório de inteligência" da PF para embasar sua solicitação levou Mendonça à tréplica, determinando o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da corporação. Por fim, Dino, que é aliado de Moraes, deu nova decisão reintegrando o diretor-geral ao cargo.
Fachin suspendeu as duas decisões sobre o diretor-geral da PF e, na prática, manteve Rodrigues nas funções. O presidente do STF citou "comandos conflitantes e sobrepostos que geram lesão à ordem pública".
Nesta quinta, Dino autorizou operação da PF contra 29 pessoas que teriam participado de um esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares para o filme "Dark Horse", que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Entre os alvos da operação estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP), autor das emendas, e a produtora do filme, Karina Gama. Ambos negam irregularidades na destinação ou na execução dos recursos.

Leia Mais Sobre o Caso 

Quando e como será sessão do STF que vai analisar o caso Vorcaro-Moraes

STF vai decidir no dia 15 sobre 'guerra aberta' entre Moraes e Mendonça

Fachin suspende decisões de Mendonça e Dino sobre chefia da PF e tira Moraes do inquérito das fake news

Veja os prazos dados por Fachin no embate entre Moraes e Mendonça

Entenda as duas investigações sobre 'Dark Horse': uma envolve Daniel Vorcaro, e a outra, Mario Frias

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Corrrida vai alterar trânsito na região da nova orla de Cariacica
Circuito de rua altera trânsito na região da orla de Cariacica
Renault Niagara
Renault Niagara chega ao Brasil em novembro para brigar com Fiat Toro e Ram Rampage
Imagem de destaque
'Tenho 27 anos e já escrevi meu testamento': por algumas pessoas decidem fazer o documento ainda na juventude

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados