Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Recomendação

MPF no ES evita tratar comemoração do golpe de 64 como improbidade

Texto do órgão no Estado é diferente do modelo que surgiu em ação coordenada do MPF em todo o país. Ministério Público recomenda que regime inconstitucional não seja festejado

Publicado em 27 de Março de 2019 às 22:44

Vinícius Valfré

Publicado em 

27 mar 2019 às 22:44
Jair Bolsonaro, em janeiro, em solenidade no Exército Crédito: Marcos Corrêa/PR
Apesar de coordenada com o Ministério Público Federal (MPF) em vários Estados, a recomendação do MPF no Espírito Santo (MPF-ES) para que Forças Armadas e polícias estaduais não comemorem o golpe de 1964 deixa de considerar a celebração da data como ato de improbidade administrativa.
O texto que serviu como modelo para as recomendações nos Estados frisa que atos que atentem "contra os princípios da administração pública da moralidade, da legalidade e da lealdade às instituições" configuram improbidade. Essa e outras observações, contudo, não foram incluídas pelo MPF no Estado.
Questionado a respeito, o órgão informou que para configurar um ato como improbidade administrativa "há necessidade de prova e investigação", mas destacou que "não irá se furtar de apurar o que for necessário".
Outros três itens da recomendação padrão não foram incluídos pelo MPF-ES. Entre eles, um que menciona diretamente o presidente Jair Bolsonaro (PSL). É que, ao pedir para que os órgãos se abstenham de comemorar o golpe que pôs fim à democracia, o texto padrão lembra que o presidente, em janeiro, por meio do Grupo de Lima, exigiu o restabelecimento da democracia na Venezuela.
A exigência, como lembrado em outro item do texto-modelo, ocorreu após o Estado brasileiro defender, em 2018, a suspensão do país de Nicolás Maduro da Organização dos Estados Americanos por violação à Carta Democrática Interamericana.
O MPF-ES também evitou destacar, como previa o texto original da recomendação, que o Chile expulsou e destituiu membros das Forças Armadas em 2006 e 2018. Um havia discursado em defesa do golpe de 1973 e, o outro, homenageado um sequestrador da ditadura. Além disso, um ministro foi demitido pelo presidente chileno ao pôr em dúvida fatos expostos em museu que retrata a ditadura chilena.
INFELIZES
O presidente brasileiro Jair Bolsonaro já defendeu o governo de Augusto Pinochet, que levou o Chile a uma ditadura entre 1973 e 1990. Após recente visita do brasileiro àquele país, o presidente chileno Sebastián Piñera disse que as declarações de Bolsonaro sobre ditadura "são infelizes".
Capitão reformado, Bolsonaro declara-se admirador de Carlos Brilhante Ustra, um destacado torturador do período militar. Ustra morreu em 2015.
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Nepal monitora dois lagos; risco de enchentes persiste
Giovanna Antonelli e Marcos Mion foram alguns dos famosos que já visitaram o Buda de Ibiraçu
Buda de Ibiraçu completa 5 anos; relembre as visitas de Marcos Mion, Giovanna Antonelli, Paulo Vieira e outros famosos
Homem é preso por maus-tratos a cadela e filhotes em Itapemirim
Homem é preso por maus tratos a cadela e três filhotes em Itapemirim

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados