Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Vazamento de mensagens

Porta-voz diz que Bolsonaro critica Glenn baseado em 'percepção pessoal'

Presidente insinuou, sem apresentar provas, que publicação de mensagens da Lava Jato envolveu pagamento

Publicado em 30 de Julho de 2019 às 10:20

Publicado em 

30 jul 2019 às 10:20
O porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros Crédito: Wilson Dias/Agência Brasil | Arquivo
O porta-voz da Presidência da República, general Otávio Rêgo Barros, disse nesta segunda-feira (29) que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) se baseou em uma percepção pessoal ao insinuar que o jornalista Glenn Greenwald cometeu um crime ao divulgar conversas vazadas do ministro da Justiça, Sergio Moro
Segundo o porta-voz, não há dúvida de que houve crime com a intenção de atingir a Operação Lava Jato e tentar desqualificar o governo federal. 
"Alguma dúvida que houve o cometimento de um crime?", questionou. "O presidente não colocou em xeque em momento nenhum a necessidade de liberdade de imprensa com a qual ele se associa in totum", acrescentou.
Greenwald é fundador do site The Intercept Brasil, que vem publicando, desde 9 de junho, reportagens baseadas em um pacote de mensagens trocadas no aplicativo Telegram entre a força-tarefa da Lava Jato e Moro, ex-juiz federal.
O jornalista não é investigado pela Polícia Federal nem há indícios de que ele tenha cometido atos ilícitos. A publicação das mensagens pelo Intercept e por outros veículos, como a Folha, não representa infração à lei.
Rêgo Barros foi perguntado mais de uma vez que crime teria sido cometido pelo jornalista e se o presidente teria alguma informação adicional de que ele estaria envolvido nos ataques ao celulares de autoridades.
Em depoimento à Polícia Federal, Walter Delgatti Neto, um dos presos da operação Spoofing, afirmou ter enviado ao Intercept de forma anônima, voluntária e sem custos o pacote de mensagens obtidas por ele por meio de invasão ao Telegram de procuradores.
"No todo, vocês têm que entender o contexto no todo", afirmou o porta-voz. "A percepção pessoal do presidente é essa que eu acabei de anunciar. Como eu disse, é a percepção pessoal do senhor presidente", acrescentou.
Segundo ele, Bolsonaro "expressa as suas opiniões a partir do conhecimento que recebe". 
"Ele não me adiantou, no caso específico, qualquer informação sobre possuir ou não possuir a informação sobre isso [envolvimento do jornalista nos ataques]", ressaltou.
Nesta segunda-feira (29), o presidente insinuou, sem apresentar provas, que a publicação de reportagens com base nos diálogos envolveu pagamento. No sábado (27), ele afirmou que o jornalista "poderia pegar uma cana".
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Compra de imóvel
Experiência e renovação caminham juntas entre os corretores de imóveis do ES
Imagem de destaque
'Modelo Bukele' usado em El Salvador não derrotaria PCC e CV no Brasil, diz especialista em segurança pública
Flávio Cheim Jorge e Renan Sales Vanderlei
Quem são os advogados cascudos por trás das campanhas de Ricardo e Pazolini

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados