Sair
Assine
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Eleições 2022

Veja as justificativas dos deputados do ES para aprovar PEC Kamikaze

Nove dos 10 parlamentares capixabas votaram a favor da proposta, que amplia benefícios sociais em ano eleitoral. Único a votar contra foi Felipe Rigoni, por considerar que a medida visa apenas à eleição e vai aumentar a inflação

Publicado em 13 de Julho de 2022 às 21:38

Jaciele Simoura

Publicado em 

13 jul 2022 às 21:38
A cúpula menor, voltada para baixo, abriga o Plenário do Senado Federal. A cúpula maior, voltada para cima, abriga o Plenário da Câmara dos Deputados.
Cúpula do Congresso Nacional: PEC Kamikaze foi aprovada com 469 votos a favor e 17 contra, em segundo turno, na Câmara dos Deputados  Crédito: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
A Câmara dos Deputados aprovou, em segundo turno, o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição do Estado de Emergência (PEC 15/22), apelidada de PEC Kamikaze, nesta quarta-feira (13) à noite. Essa medida permite ao governo driblar leis para criar benefícios sociais em ano eleitoral, o que é proibido atualmente. O custo é calculado em R$ 41,25 bilhões.
Foram 469 votos favoráveis e 17 contra. Na bancada capixaba, 9 deputados votaram a favor da PEC, com a justificativa de que a proposta vai ajudar a população mais vulnerável e que o país ainda vive com as consequências da pandemia provocada pelo coronavírus.
O único deputado que votou contra, Felipe Rigoni (União Brasil), justificou que a proposta visa apenas à eleição, pois só dura até o fim do ano, e vai aumentar a inflação, afetando ainda mais os preços nas prateleiras.

Entenda a PEC Kamikaze

Apelidada de PEC Kamikaze, a proposta tem como justificativa de viabilizar gastos em ano eleitoral, o que é proibido pela legislação, e institui um estado de emergência até 31 de dezembro de 2022.
A criação de benefícios destinados à população e a transferência voluntária de recursos a estados e municípios são proibidas nos três meses que antecedem as eleições e só podem ocorrer em caso de calamidade pública ou de estado de emergência, conforme a Lei das Eleições.
A matéria consolida as redações de duas PEC's (15/22 e 1/22), sem alterar o mérito já aprovado no Senado para a PEC 1/11. A PEC 1/22, que prevê o pagamento dos benefícios sociais, foi apensada à PEC 15/22, que trata dos combustíveis e estava em estágio avançado de tramitação na Câmara dos Deputados.
O texto prevê um aumento de R$ 200 no Auxílio Brasil, com custo estimado de R$ 26 bilhões, e também propõe um auxílio de R$ 1 mil para caminhoneiro (custo de R$ 5,4 bilhões), ampliação de R$ 53 no valor pago do vale-gás de cozinha (custo de R$ 1,05 bilhão) e reforço de R$ 500 milhões no programa Alimenta Brasil, além de parcelas de R$ 200 para taxistas (com custo de R$ 2 bilhões), financiamento da gratuidade no transporte coletivo de idosos (custo de R$ 2,5 bilhões) e repasse de até R$ 3,8 bilhões, por meio de créditos tributários, para os estados que reduzirem a carga tributária do etanol.
O texto institui um estado de emergência para que os pagamentos não violem a legislação eleitoral e o presidente Jair Bolsonaro não seja penalizado na Justiça Eleitoral.
A proposta tem sido alvo de críticos, que preveem um aumento na taxa de juros e na inflação até o final do ano, afetando ainda mais a economia no país. A PEC também é vista como instrumento eleitoral para o presidente Bolsonaro.

COMO VOTOU A BANCADA CAPIXABA

Dos dez deputados federais capixabas, nove votaram favoráveis à PEC nos dois primeiros turnos. Felipe Rigoni (União Brasil) foi o único a votar contra. Veja o posicionamento de cada um deles:

Paulo Foletto (PSB) - SIM (a favor)

"Votamos a favor pois acreditamos que, enquanto representantes eleitos, nossa prioridade deve ser a resolução dos problemas urgentes da população. Precisamos garantir o alimento e a dignidade de tantas famílias que se encontram em situação de vulnerabilidade."
"A alta do preço dos combustíveis, causada por fatores como a Guerra entre Ucrânia e Rússia, e ainda os efeitos da pandemia têm causado perdas de renda da população, especialmente dos mais pobres. Por isso, neste momento, é importante dar apoio a quem mais precisa."
"É uma ajuda importante ao povo brasileiro, que ainda está sofrendo com os impactos negativos da pandemia da Covid-19."
"Estamos numa ressaca da pandemia e o mundo está em guerra. É hora de os governos socorrerem quem mais precisa. Assegurar emprego, assegurar renda. Governar e ser base de governo e fazer escolhas. E nós escolhemos estender a mão para quem mais precisa."
"A forma como a PEC foi apresentada é completamente absurda e visa apenas à eleição, tanto é que os auxílios duram só seis meses. Você vai dar em um dia e tirar no outro. Isso é sacanagem com a população. Além disso, ela abre um caminho perigoso para o Brasil e fura o teto de gastos em cerca de R$ 40 bilhões. Com isso, a inflação vai nas alturas e, consequentemente, os preços de diversos produtos. Ou seja, o governo vai dar um auxílio e os valores nas prateleiras vão aumentar. Fora isso, o Brasil faz algo inconstitucional ao declarar esse estado de emergência genérico. Hoje, só Ucrânia e Rússia estão nesse estado, mais uma prova que se trata de uma PEC de cunho eleitoral. A situação em questão não é relacionada aos auxílios, mas à forma absurda como está sendo feita. Estão brincando com as pessoas."
A reportagem tentou contato com a assessoria de imprensa do deputado, que não retornou até a publicação desta reportagem. Assim que houver uma resposta, esse texto será atualizado.
A reportagem esteve em contato com o gabinete da deputada, que informou que ela só se manifestaria ao final da votação em segundo turno. Até a publicação desta reportagem, ela não enviou resposta. 
"A PEC está regulamentando duas leis que aprovamos de programas sociais. Uma é o vale gás e outra é o aumento do auxílio emergencial. Na pandemia, muitos ficaram vulneráveis. O governo quer acolher essas pessoas, mas a legislação eleitoral não aprova novos programas em ano eleitoral. Mas em caso de emergência pode-se criar. Estamos vivendo uma situação ímpar nos últimos três anos. Tudo  o que um governo faz de bom ou de ruim, ele tem resultados que interferem no eleitoral. O governo federal gastou na pandemia mais de R$ 1 trilhão para comprar remédios, socorrer empresas, prefeituras e estados. E os estados estão com cofres abarrotados de dinheiro. Essa PEC vai ajudar pessoas vulneráveis e vai mostrar que é possível tirar, do orçamento do governo federal, recursos para ajudar os mais vulneráveis. Não acredito que vá afetar o orçamento."
"Entendo que a proposta vai aumentar os benefícios sociais para as pessoas de baixa renda. Eu sempre vou estar ao lado do povo, especialmente dos mais vulneráveis. E essa proposta tem esse objetivo, auxiliar a população, mitigando um pouco os impactos decorrentes da crise econômica e social que vivemos."
A reportagem tentou contato com o deputado que, até a publicação, não retornou. Assim que houver uma resposta, esse texto será atualizado.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Horóscopo do dia: previsão para os 12 signos em 13/06/2026
Vini Jr
De volta à terra do tetra, Brasil inicia contra Marrocos a busca pelo hexa
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group D - United States v Paraguay - Los Angeles Stadium, Inglewood, California, U.S. - June 12, 2026 Folarin Balogun of the U.S. celebrates scoring their second goal with Tim Ream
Estados Unidos dominam o Paraguai e estreiam com goleada na Copa do Mundo

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados