A Câmara Municipal de Vila Velha aprovou, nesta segunda-feira (22), o projeto de lei orçamentária apresentado pela prefeitura, que prevê despesas de R$ 2,43 bilhões em 2026. Assim como nos municípios vizinhos, as áreas de Educação e Urbanismo vão ser contempladas com os maiores volumes de recursos no próximo ano.
Apesar da unanimidade pela aprovação da proposta, com a votação dos 19 vereadores presentes à sessão — Jonimar Santos (PP) e Pastor Fabiano (PL) não participaram —, houve discussão em torno das emendas apresentadas por Rafael Primo (PT). As propostas do parlamentar tinham foco na transparência dos gastos públicos e ele requisitou que fossem votadas separadamente, mas recebeu apoio de apenas outros três vereadores. Na apreciação das emendas em bloco, as sugestões foram rejeitadas pela maioria. Apenas a vereadora Patricia Crizanto (PSB) votou com o petista.
O vereador Devacir Rabello (PL) também elaborou 50 emendas, mas não as formalizou para votação. As propostas foram entregues durante a sessão ao presidente da Casa de Leis, Osvaldo Maturano (PRD), que se comprometeu a enviar para análise do Executivo.
No projeto aprovado pela Câmara, as seguintes áreas vão receber os maiores volumes de recursos:
Vila Velha aprova orçamento 2026 com mais recursos para Educação e Urbanismo
- Educação: R$ 695,72 milhões
- Urbanismo: R$ 438,25 milhões
- Saúde: R$ 417,58 milhões
- Administração: R$ 231,25 milhões
- Previdência Social: R$ 177,98 milhões
- Segurança Pública: R$ 86,85 milhões
Para o Legislativo, foram reservados R$ 55 milhões, um aumento de 13% em comparação a este ano. Mas, no geral, o Orçamento para 2026 representa um reajuste menor, de 6,8%, em relação à proposta orçamentária de 2025, quando as despesas foram fixadas em R$ 2,27 bilhões. Os recursos serão usados para o pagamento de pessoal, custeio e investimentos.