Após os episódios, leitores de A Gazeta enviaram mensagens questionando a segurança da via e cobrando mudanças para reduzir os riscos aos motociclistas que utilizam a faixa exclusiva. Usuários da ponte também relatam problemas na pista, como buracos e a presença de animais.
Entre as manifestações recebidas pelo portal, há questionamentos sobre a altura da mureta de proteção e pedidos de mudanças na posição da Linha Verde. Alguns leitores sugerem, inclusive, que a faixa seja transferida para o lado esquerdo da ponte, como forma de reduzir o risco de colisões com motoristas que mudam de faixa ou acessam irregularmente o espaço exclusivo.
Na época do acidente de José Antônio, um motociclista, que preferiu não se identificar, afirmou ter medido a mureta de proteção da Terceira Ponte e relatou uma redução de aproximadamente 38 centímetros na altura. Apesar das reclamações, a Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi) informou, na ocasião, que as barreiras atendem às normas técnicas e aos critérios vigentes de segurança viária.
Segundo a pasta, as estruturas seguem parâmetros de altura e resistência e não apresentam pendências relacionadas à segurança. A Semobi também afirmou que o posicionamento da Linha Verde no lado direito da via segue diretrizes técnicas adotadas nacionalmente e que uma eventual transferência da faixa poderia aumentar os conflitos no trânsito.
A pasta foi procurada novamente para comentar o acidente desta sexta-feira (4) e os questionamentos sobre a segurança da Linha Verde.
Posicionamento da Semobi | Nota na íntegra
A Secretaria de Estado de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi) informa que as barreiras de proteção da Terceira Ponte atendem aos requisitos técnicos e às normas vigentes que regulamentam o uso de barreiras de concreto para segurança viária, incluindo critérios de altura e resistência, não havendo qualquer pendência relacionada à segurança da estrutura.
Em relação à Linha Verde, o posicionamento da faixa exclusiva à direita da via segue diretrizes técnicas adotadas nacionalmente. O Código de Trânsito Brasileiro estabelece que veículos mais lentos devem circular pela faixa da direita e que a ultrapassagem deve ocorrer pela esquerda. A eventual transferência da Linha Verde para a parte interna da pista aumentaria situações de conflito, ao aproximar ônibus e motocicletas de veículos em maior velocidade e em manobras de ultrapassagem, elevando o risco de acidentes.
A Semobi reforça que a segurança viária é resultado da combinação entre infraestrutura adequada e comportamento responsável. Lembrando que a Linha Verde é uma faixa contínua, não sendo permitida a ultrapassagem e havendo restrição à circulação de veículos, permitindo o fluxo para ônibus, motocicletas e caminhões.
Em todas as vias, é fundamental que todos os condutores respeitem as normas de trânsito, os limites de velocidade e adotem uma condução prudente, preservando a segurança de todos os usuários da via.