O ano de 2025 terminou com um dado triste e alarmante: 53%, ou seja, mais da metade das vítimas de acidentes fatais na BR 101, entre o Espírito Santo e um trecho no sul da Bahia, não usava cinto de segurança. Entre janeiro e dezembro, a rodovia registrou 4.031 acidentes, que resultaram em 129 mortes e deixaram 2.281 pessoas feridas. As informações foram divulgadas pela concessionária que administra a via, a Ecovias Capixaba, nesta sexta-feira (16).
Conforme o balanço, a sexta-feira foi o dia da semana onde mais ocorreram acidentes em geral e com vítimas, totalizando 679 registros e 22 mortes. A parte da tarde foi o período do dia onde mais foram registrados acidentes na rodovia, com 1.308 casos, mas o número de mortes foi maior à noite, com 38 ocorrências.
A concessionária ainda informou que a maior parte dos acidentes — 54% — aconteceu nos trechos de pistas duplicadas. Já 46% dos casos ocorreram em pistas simples. Das vítimas, 40% eram motociclistas e outros 40% ocupavam carros ou caminhões. Os pedestres representam 16% das mortes, e os ciclistas 4%. Além disso, 84% eram homens e 16% mulheres.
Os tipos mais comuns de acidentes são:
- Colisão traseira - 996;
- Colisão lateral - 622;
- Colisão transversal - 447;
- Choque contra objeto fixo - 411;
- Saída de pista - 362;
- Quedas de moto - 353;
- Engavetamentos - 171;
- Atropelamentos de pedestres - 167;
- Tombamentos - 103;
- Atropelamentos de animais - 91;
- Colisões frontais - 80.
Já as principais causas de morte em acidentes são:
- Colisão frontal - 39 mortes;
- Atropelamento de pedestre - 28 mortes;
- Colisão traseira - 15 mortes;
- Colisão transversal - 13 mortes;
- Choque contra objeto fixo - 10 mortes.
Mais da metade das vítimas que morreram na BR 101 no ES não usava cinto