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Casos na faixa exclusiva

Ao menos três motociclistas já foram arremessados da 3ª Ponte; dois morreram

Casos ocorreram na Linha Verde desde a inauguração da faixa exclusiva, em 2023, e reacendem críticas sobre segurança e altura da mureta
Mikaella Mozer

Publicado em 

04 fev 2026 às 20:23

Publicado em 04 de Fevereiro de 2026 às 23:23

Barreira de proteção na Terceira Ponte
Barreira de proteção na Terceira Ponte Crédito: Vitor Jubini
morte do contador José Antônio Dallapicola Tardin, de 60 anos, reacendeu o debate sobre a segurança da Linha Verde da Terceira Ponte, inaugurada em agosto de 2023. O motociclista morreu na tarde de quarta-feira (4), após ser atingido por um carro enquanto trafegava pelo local e ser arremessado para a Ciclovia da Vida. O caso é o terceiro de motociclista lançado da estrutura após colisão com automóvel desde a criação da faixa exclusiva — e o segundo com morte.
A Ponte Deputado Darcy Castello de Mendonça, nome oficial da Terceira Ponte, passou por obras de ampliação entregues em 23 de agosto de 2023. A intervenção incluiu a criação da Linha Verde — faixa exclusiva para ônibus, motos, táxis, caminhões e veículos de emergência — além da ampliação para três faixas de rolamento e da implantação da ciclovia, com o objetivo de melhorar a fluidez do trânsito entre Vitória e Vila Velha.
Em todos os episódios, leitores de A Gazeta enviaram mensagens questionando a segurança da via e cobrando mudanças para reduzir os riscos aos motociclistas que utilizam a faixa exclusiva.

Mudança 

A maioria das manifestações aponta dúvidas sobre a altura da mureta de proteção e defende alterações na posição da Linha Verde, um dos pedidos mais recorrentes. Alguns leitores sugerem, inclusive, a transferência da faixa para o lado esquerdo da ponte, como forma de diminuir colisões com motoristas que tentam mudar de faixa ou utilizam o espaço de forma irregular.
As cobranças se apoiam na dinâmica dos acidentes registrados. No caso de José Antônio, segundo a Polícia Militar, ele trafegava pela Linha Verde quando o motorista de um carro mudou para a faixa da direita sem perceber a aproximação da motocicleta, provocando uma colisão lateral.
Situação semelhante ocorreu no acidente com Paulo César. Ele sobreviveu, mas ficou afastado do trabalho por 45 dias. Já no caso de Glênio Alves, conforme consta no boletim de ocorrência, a motorista relatou que seguia pela faixa central quando o trânsito parou repentinamente. Para evitar bater no veículo à frente, ela teria jogado a parte dianteira do carro para a faixa da direita.
Glênio, que vinha pela faixa exclusiva, colidiu com a frente do automóvel e foi arremessado por cima da mureta de proteção da ponte, caindo na Rua São Paulo.

Mureta

Um motociclista, que preferiu não se identificar, afirmou ter medido a mureta de proteção da Terceira Ponte e relatou uma redução de aproximadamente 38 centímetros na altura. Apesar das reclamações, a Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi) informou que as barreiras atendem às normas técnicas e aos critérios vigentes de segurança viária.
Motociclista mediu mureta da Terceira Ponte e reclamou que diminuiu em 38 centímetros após obra finalizada em 2023
Motociclista mediu mureta da Terceira Ponte e reclamou que diminuiu em 38 centímetros após obra finalizada em 2023 Crédito: Leitor A Gazeta
Segundo a pasta, as estruturas seguem parâmetros de altura e resistência e não apresentam qualquer pendência relacionada à segurança. A Semobi também destacou que o posicionamento da Linha Verde no lado direito da via segue diretrizes técnicas adotadas nacionalmente e que a eventual transferência da faixa poderia gerar conflitos no trânsito.

Posicionamento da Semobi | Nota na íntegra

A Secretaria de Estado de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi) informa que as barreiras de proteção da Terceira Ponte atendem aos requisitos técnicos e normas vigentes que regulamentam o uso de barreiras de concreto para segurança viária, incluindo critérios de altura e resistência, não havendo qualquer pendência relacionada à segurança da estrutura. 

Em relação à Linha Verde, o posicionamento da faixa exclusiva à direita da via segue diretrizes técnicas adotadas nacionalmente. O Código de Trânsito Brasileiro estabelece que veículos mais lentos devem circular pela faixa da direita e que a ultrapassagem deve ocorrer pela esquerda. A eventual transferência da Linha Verde para a parte interna da pista aumentaria situações de conflito, ao aproximar ônibus e motocicletas de veículos em maior velocidade e em manobras de ultrapassagem, elevando o risco de acidentes. 

A Semobi reforça que a segurança viária é resultado da combinação entre infraestrutura adequada e comportamento responsável. Lembrando que a Linha Verde é uma faixa contínua, não sendo permitido a ultrapassagem e com restrição de circulação de veículos, permitindo o fluxo para ônibus, motocicleta e caminhões. 

 Em todas as vias, é fundamental que todos os condutores respeitem as normas de trânsito, os limites de velocidade e adotem uma condução prudente, preservando a segurança de todos os usuários da via.

Ao menos três motociclistas já foram arremessados da 3 Ponte
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