A tarde de sábado daquele 4 de dezembro de 1993 nunca mais sairá da mente de César Sampaio. Bicampeão brasileiro e o capitão da única Libertadores conquistada pelo Palmeiras, o eterno camisa 5 do Verdão celebra o aniversário de 27 anos de um dos gols mais bonitos da história do clube.
Hoje auxiliar técnico de Tite na Seleção Brasileira, Sampaio relembra com muito carinho daquele Choque-Rei disputado no Morumbi:
– Geralmente, o meio-campista, o jogador que tem mais funções defensivas, ele busca a melhor opção para finalizar. Geralmente, ele é o arco. A flecha que faz o gol é o 7, o 9 ou o 11. E eu pude nesse dia ser o coadjuvante e o protagonista da partida – contou César Sampaio.>> CONFIRA A TABELA ATUALIZADA DO BRASILEIRÃO
Um dos maiores ídolos do Palmeiras, o ex-capitão acredita que ajudou a mudar a visão que muitos brasileiros têm sobre os volantes:
– Hoje, na Seleção, eu vejo a importância dessa estruturação em uma ação ofensiva. Quem desarma, quem arma e quem finaliza. Muitas vezes, não valorizamos quem desarma e arma, e só valorizamos quem faz o gol. No gol do Edmundo, eu faço duas funções dentro dessa estrutura de construção para a finalização. Eu desarmo, tabelo, e faço o passe pro Edmundo. Com certeza foi um dos melhores jogos da minha carreira – finalizou.
Com a camisa do Palmeiras, somadas às duas passagens, (entre 1991 e 1994 e 1999 e 2000), César Sampaio fez 307 partidas e conquistou sete títulos. Já como dirigente, o ex-volante foi importante na campanha vitoriosa do Palmeiras na Copa do Brasil de 2012.