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Mítica

Camisa 13, Loco Abreu revela superstições após hat-trick no dia 13

Atacante do Rio Branco tem peculiaridades e se apega aos números de sua carreira, além de acreditar que o número 13 lhe trouxe sorte

Publicado em 14 de Março de 2019 às 19:49

Publicado em 

14 mar 2019 às 19:49
Loco Abreu, pelo Rio Branco Crédito: Daniel Pasti/Rio Branco
Figa, patuá, pé de coelho, trevo de quatro folhas. Bater na madeira, jogar a pinga pro "santo" e não quebrar espelho pra não dar 7 anos de azar. Desde que o mundo é mundo, as mandingas fazem parte do imaginário popular. E no futebol capixaba temos um jogador excêntrico, genioso, sistemático, mas ao mesmo tempo goleador. O uruguaio Loco Abreu fez história nesta semana, ao marcar o seu 11° hat-trick na carreira, exatamente no dia 13 de março, utilizando a mítica camisa 13.
Quer mais coincidência? O 1° gol de Loco Abreu na goleada sobre o Castelo por 6 a 1, nesta última quarta-feira, no Kleber Andrade, aconteceu aos... 13 minutos do 2° tempo da partida. Mas pra Loco Abreu tem tudo a ver.
- Pra mim não é coincidência o fato de acontecer essas coisas com o número 13. Em toda a minha carreira se você reparar tem muitas coisas a ver com o número 13 positivo, né. Graças a Deus é positivo - disse o atacante.
Desta forma o uruguaio Loco Abreu vai seguindo nessa ciranda de uma vida cheia de simbolismos. Seja com o chimarrão cheio de escudos de ex-clubes, a camisa que usa por debaixo do uniforme com escudos bordados dos times que já jogou, ou apenas com a fascinação pelo número 13.
Loco Abreu tem uma cuia de chimarrão com escudos de ex-clubes Crédito: Richard Pinheiro/Globoesporte.com/ES
O ditado popular já decreta: "Se conselho fosse bom, não se dava, se vendia". E Loco Abreu contou uma história curiosa, confirmada depois pelo presidente do clube, Luciano Mendonça. O atacante não gosta que outro jogador use a sua camisa, por exemplo, para dar entrevistas. Acha que dá azar.
O uruguaio aconselhou o clube a tornar rotina que cada jogador use apenas a sua camisa com o seu número, como se fosse um espécie de amuleto. Loco Abreu acredita que já foi feita uma vítima por conta da não utilização dessa prática. O meia Ronicley deu entrevista usando a camisa do volante Ranieri, que está se recuperando de uma cirurgia no joelho. Uma semana depois, o meio-campista sofreu uma lesão muscular na panturrilha e ficou fora das últimas duas partidas do clube.
Seria o imponderável agindo no ambiente Capa-Preta? Para Loco Abreu, sim.
- A gente cobra muito dos caras do marketing quando eles entregam a minha camisa pra outro jogador e eu falei: "cuida da 13, não dá pra outro, vai secar". Eles acham que é brincadeira, mas já aprenderam a lição. Outro dia aconteceu e a gente perdeu (um jogador). Agora já entenderam o recado e a 13 está bem cuidada e hoje deu pra curtir esse triunfo muito bom - assista no vídeo abaixo.

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