debug-template
Sair
Assine
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Além do esporte

Falta de estrutura prejudica grandes eventos no estádio Kleber Andrade

Show de Paul McCartney, em 2014, deu a falsa ilusão de que estádio de Cariacica seria referência em grandes eventos

Murilo Cuzzuol

Repórter

mcuzzuol@redegazeta.com.br

Publicado em 04 de Junho de 2019 às 15:03

Publicado em

04 jun 2019 às 15:03
Dez de novembro de 2014. A histórica data do show do ex-beatle Paul McCartney deu a impressão de que o Estádio Kleber Andrade seria um espaço para grandes eventos, extrapolando o âmbito esportivo e colocando o Espírito Santo na rota de artistas consagrados, mas ficou só na impressão.
O evento rendeu um total de R$ 220 mil ao Estado, porém mais de quatro anos depois da apresentação, esse montante com a locação do estádio nunca mais se repetiu. E mesmo somado aos R$ 354,4 mil arrecadado com o aluguel para partidas de futebol, a receita ainda passa longe dos R$ 7,4 milhões gastos com manutenção da praça esportiva.
Show de Paul McCartney no Estádio Kleber Andrade Crédito: Edson Chagas - 10/11/2014
Atualmente uma grande dor de cabeça para o governo, o Kleber Andrade encontra dificuldades para ser inserido nas megaproduções que não envolvam o futebol.
Para o produtor de evento Wesley Telles, o estádio carece de muita estrutura para poder competir com os outros grandes palcos pelo país. “São muitos fatores, mas os grandes shows não vêm para cá porque é mais difícil se produzir aqui. O espaço não é favorável para palco, som, luz, segurança. Quando se coloca isso na ponta do lápis, a conta não fecha e os produtores optam por um grande centro. Até nisso saímos prejudicados, pois temos bem menos público em relação a outras cidades”, disse o produtor de eventos, que ainda ressaltou que esses entraves afastam o apoio de patrocinadores.
Nessas condições, uma empresa não vai colocar o nome dela na vinda do artista
Wesley Telles - produtor de eventos
Para o arquiteto e urbanista Tarcísio Bahia, é preciso “embalar” melhor o produto e torná-lo mais atraente. “É preciso dar condições a quem deseja ir ao estádio, seja em um jogo ou show. Os acessos são ruins, os banheiros são distantes, a área total é muito grande, mas lá dentro é acanhado. Fora a limpeza e manutenção que são deficitárias. o Kleber Andrade é pouco atraente. A pessoa pensa duas vezes antes de ir para lá, onde vai encontrar as cadeiras sujas e transporte precário. Isso sem falar na segurança. Então fica difícil competir se não forem criadas condições favoráveis”, salienta o arquiteto.
Na visão do historiador Fernando Achiamé, o Kleber Andrade precisa ser consolidado como uma benfeitoria e pelos grandes momentos. “Um estádio de futebol tem que ser lembrado pelo que acontece dentro dele. É fundamental concluir as obras e torná-lo ainda melhor para o esporte e para quem vai até ele”, analisa.
Para a FES, estádio tem seu valor
 Financeiramente as contas do Kleber Andrade não fecham para o Governo do Estado, mas dentro de campo o maior estádio do Espírito Santo é imprescindível e trouxe benefícios ao futebol local. Essa é a visão do presidente da Federação Capixaba de Futebol (FES), Gustavo Vieira.
“Tivemos recentemente o Serra enfrentando o Vasco em um jogo de rede nacional sendo transmitido daqui. Uma final nacional (Copa Verde) foi realizada nesse estádio. Realizamos uma final de Estadual com quase 13 mil pagantes (Desportiva e Rio Branco em 2015). Semanalmente há jogos de equipes locais. Clubes nacionais mandaram jogos aqui, gerando caixa e uma outra opção. Tivemos a seleção sub-20 e agora receberemos um Mundial Sub-17. Sem o Kleber Andrade, nada disso ocorreria”, aponta.
 

A Gazeta integra o

Saiba mais
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados