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Mulheres lideram formação fora de campo no Fluminense: 'Deixamos de ver a máquina para cuidar da pessoa'

Profissionais são responsáveis por sete setores em Xerém e psicóloga destaca importância da 'construção do ser humano' durante o processo...

Publicado em 08 de Março de 2021 às 06:00

LanceNet

Publicado em 

08 mar 2021 às 06:00
Crédito: Mailson Santana/Fluminense FC
Não só de jovens talentos é formada uma das categorias de base que mais revela jogadores no país. No Fluminense, o que tem na “água de Xerém” é trabalho para captação, dedicação e 12 mulheres que contribuem principalmente para a formação dos jovens fora das quatro linhas. À frente de sete áreas dos bastidores, as profissionais ajudam a fazer com que o Tricolor seja bem sucedido em passar à frente justamente o lema propagado no CT Vale das Laranjeiras: faça uma melhor pessoa que teremos um melhor jogador.
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- A partir do momento que a instituição tem como principal propósito “Faça uma melhor pessoa, para formar um melhor jogador”, percebemos o quanto há de importante no trabalho desenvolvido em Xerém. Todos os profissionais estão voltados para que os atletas possam assimilar os valores contidos no esporte para o seu crescimento e, ainda que o esporte de alto rendimento exija em performance e resultados, procuramos trabalhar a construção deste ser humano para que sua evolução seja integral e completa - disse a psicóloga Simone Luz, em entrevista ao LANCE!.
VEJA A TABELA DO CAMPEONATO CARIOCA
E ela não é a única que faz parte desse trabalho. Em Xerém há também a coordenadora de serviços sociais Lucilene Dias, as assistentes sociais Débora Menezes, Jackeline Santana e Rafaela Marques, a pedagoga Paula Cristina, a psicopedagoga Katia dos Santos, a psicologia social Shaiana Souza, as nutricionistas Micarla Félix e Gabrielly Reis, a coordenadora de psicologia Emily Gonçalves e a psicóloga Rossana Costa, que trabalha com Simone.O Fluminense vem investindo e melhorando a cada ano a estrutura da base. O trabalho fora das quatro linhas acompanha o avanço não só do clube, mas dos debates mundiais na parte social. Dentre os focos do trabalho estão justamente as mulheres, que neste 8 de março celebram um dia de luta e conscientização por espaço, justiça e igualdade. Simone Luz ressaltou o método de Xerém que ajuda na construção do chamado DNA Tricolor.
- Temos um setor que trabalha em prol desta psicoeducação de forma geral, não só em relação com as mulheres, mas com todo o contexto social. Este setor psicossocial pedagógico, coordenado pela Assistente Social do clube, Lucilene Dias, abrange toda formação do atleta, desde sua estrutura familiar, dando todo suporte necessário, apoio e acompanhamento escolar, acolhimento e orientação dos valores com os quais este atleta, que se encontra inserido em uma sociedade, precisa desenvolver para sua autonomia tornando-se um cidadão organizado e bom - explicou Simone.
- Estou no Fluminense Football Club com o futebol de base, desde 2015, junto a uma equipe de três profissionais e nossa coordenadora Emily Gonçalves, que fica com o futebol profissional. A psicologia do esporte já tem uma história dentro do futebol de base em Xerém iniciada com a psicóloga Teresa Fragelli, e nesse caminho continuamos evoluindo muito além das variáveis como concentração e motivação por exemplo. Agregamos ao trabalho, o desenvolvimento das qualidades humanas que propõe a ciência da psicologia positiva (trabalho iniciado desde 2011 com a Emily), a possibilidade de potencializar o desempenho do atleta através do autoconhecimento das suas competências emocionais - finalizou Simone Luz.
Os moleques formados em Xerém podem ser vistos mais de perto pela torcida do Fluminense durante este Campeonato Carioca. A maior parte do elenco é formado por jovens que passaram por esse processo de formação realizado pelo Tricolor e agora podem dar o fruto do trabalho à equipe principal.
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