Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • EUA e Coreia do Norte: o jogo de xadrez em Singapura
Angelo Passos

EUA e Coreia do Norte: o jogo de xadrez em Singapura

É reality show ou o mundo ganhará perspectivas melhores a partir de hoje com o olho no olho entre o ditador Kim Jong-un e o conflitivo Donald Trump?

Publicado em 11 de Junho de 2018 às 17:41

Públicado em 

11 jun 2018 às 17:41
Angelo Passos

Colunista

Angelo Passos

apassos@redegazeta.com.br

Conflito entre a Coreia do Norte e EUA Crédito: Pixabay
Embora seja o Dia dos Namorados no Brasil, não tem nada de romântico o encontro pessoal de Donald Trump e Kim Jong-un no luxuoso Capella Hotel, em Sentosa, uma ilha na costa de Singapura.
Está tudo coreografado: aperto de mão, brinde, sorrisos para fotos etc. Esse ritual mascara negociações complicadas, visando a convencer a Coreia do Norte, estratégica no xadrez geopolítico asiático, a abrir mão de seu programa nuclear, que ameaça os EUA e a paz mundial.
Haja simbolismo na escolha do local. O termo italiano “capella” liga à igreja, e “santosa” traduzido para o português, significa “paz e tranquilidade”. Será assim a aura do histórico olho no olho dos dois líderes? Sem ser agourento, cumpre lembrar que se trata da antiga “Ilha da Morte”, sede de pirataria até o século 18 e campo de concentração japonês na Segunda Guerra Mundial.
O pré-jogo favorece o gordinho norte-coreano (condição rara naquele país onde o povo sofre privações). Até o início deste ano, ele era marginalizado pelas grandes potências e agora é tratado como estadista.
Também, o desastre da cúpula do G-7, na semana passada, dá gás a Kim. Os EUA brigaram diplomaticamente com o Canadá, ampliando seu isolamento dos aliados. Imagina-se que o ocupante da Casa Branca não gostará de ter dois fracassos na sequência. Ele está tendo oportunidade de trocar o conflito pela parceria.
A aproximação das duas Coreias é uma manobra do pré-jogo que revela astúcia do ditador norte-coreano. Kim e o presidente sul-coreano Moon Jae-in conversam sobre um acordo de paz, fundamental para o fim das sanções da comunidade internacional à Coreia do Norte. É trunfo para negociar com Trump.
Em mensagem de Ano Novo, Kim afirmou ter conseguido o objetivo de construir um arsenal capaz de impor danos a seus adversários. Deixou Washington arrepiado, ao testar no final do ano passado um modelo de míssil balístico intercontinental capaz de atingir “todo o território dos Estados Unidos”.
Agora, diz que quer o desenvolvimento econômico, e para isso é preciso o aval dos EUA para aliviar sanções contra o seu país.
Em troca, os americanos exigem a total desnuclearização da Coreia do Norte, mas poucos analistas acreditam que Kim abandonará suas armas.
*O autor é jornalista

Angelo Passos

É jornalista. Escreve às segundas e às sextas-feiras sobre economia, com foco no cenário capixaba, trazendo sempre informações em primeira mão e análises, sem se descuidar dos panoramas nacional e internacional

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Escassez de combustível afeta a Rússia, mas será suficiente para fazer Putin mudar de estratégia na Ucrânia?
Vídeo que circula nas redes sociais mostra um torcedor argentino imitando um macaco na frente um homem negro em Morro de São Paulo, destino turístico no Sul da Bahia
Argentino que imitou macaco para homem negro tem prisão decretada na BA
Viatura da Polícia Civil de São Paulo
Motorista atropela motociclista e passa por cima de vítima ao fugir em SP

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados