O clima era de confiança na Praia do Canto, em Vitória, antes da bola rolar para Brasil e Marrocos. Vestidos de verde e amarelo, os torcedores lotaram o bar para acompanhar a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo e transformaram o ambiente em uma arquibancada fora dos Estados Unidos.
Mas a festa deu lugar à apreensão ainda no primeiro tempo, quando Saibari aproveitou uma falha da defesa brasileira para abrir o placar para os marroquinos. O gol esfriou os ânimos por alguns minutos, e a torcida passou a acompanhar a partida com mais cautela e nervosismo.
A reação brasileiro, porém, veio rapidamente. Ainda na etapa inicial, Vinícius Jr. deixou tudo igual e levantou a energia dos capixabas presentes no bar. O empate foi comemorado como um alívio e fez a festa voltar, mas só até o fim da primeira etapa. Em um segundo tempo mais equilibrado, o Brasil não conseguiu a virada e restou para a torcida presente se conformar com o 1 a 1 diante do adversário mais difícil do grupo.
"Acho que o Ancelotti foi muito conservador. Podia ter movimentado mais, substituído o Raphinha, porque eu acho que foi muito mal hoje. Podia ter ido mais para cima. Mas, contra o Marrocos, o adversário mais difícil da fase de grupos, está bom. Mas, como brasileiro, precisava ganhar hoje para passar confiança na Copa do Mundo", disse Adam, torcedor capixaba.
Outro assunto que dominou as conversas após o empate foi a utilização de Endrick. Entre os presentes, a avaliação era quase unânime: o atacante merecia ter entrado no jogo. Thaissa Ronconi, torcedora do Brasil, analisou o confronto e disse que o momento pedia alguém com a caractéristica decisiva do atacante.
"Eu acho que demorou a sair o primeiro gol, e eu acho que, em determinado momento, tinha que ter botado o Endrick para oxigenar o time, para trazer um pouco mais desse ânimo que a gente sabe que ele consegue entregar nesse momento de tensão, nos últimos 15 minutos principalmente", disse Thaissa.
O Brasil volta à campo nesta Copa do Mundo na próxima sexta-feira (19), às 21h30 (de Brasília). A Seleção vai enfrentar o Haiti, time mais acessível desta primeira fase, e precisa não só vencer, como convencer o torcedor de que este grupo está preparado para ser hexacampeão mundial.