No dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá assinar a Medida Provisária que restringe a operação das bets no País, o Flamengo divulgou nesta sexta-feira, 25, uma nota oficial com críticas à medida. O clube defende a manutenção do setor e afirma que uma mudança poderia causar danos ao esporte à economia do País.
De acordo com o Flamengo, a regulamentação das bets ocorreu após longa discussão no País e ressalta que tais empresas operam com base nas regras estabelecidas pelo Governo Federal, que incluem fiscalização, tributação e mecanismos de proteção ao consumidor
"O jogo não vai acabar com uma canetada. O que acaba é a parte que o Brasil consegue regular, fiscalizar, tributar e responsabilizar. E o resultado pode ser menos segurança para quem investe, menos recursos para o esporte e para o país e menos capacidade de fiscalização sobre a atividade", diz trecho da nota divulgada pelo Flamengo.
"O Brasil precisa combater o jogo ilegal. Precisa proteger sua população. Mas também precisa preservar a segurança jurídica, a capacidade de investimento e a sustentabilidade de suas instituições esportivas", completa.
O Flamengo é patrocinado pela Betano, que concordou em pagar R$ 266 milhões anuais para estampar a marca no espaço mais nobre da camisa rubro-negra. Trata-se do maior patrocínio do País. A casa de aposta também patrocina competições nacionais, como o Brasileirão e a Copa do Brasil.
Casas de apostas que patrocinam clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro já começaram a notificar as equipes sobre a possibilidade de rescisão imediata de seus contratos comerciais. Atualmente, 14 dos 20 times da Série A exibem marcas de bets em seu espaço mais nobre da camisa.
Se o governo proibir apenas os cassinos online e jogos de azar (como o do "Tigrinho"), os contratos vigentes terão de ser renegociados. Caso o presidente Lula decida proibir toda a operação de bets no País, o fim dos acordos de patrocínio é considerado inevitável pelas operadoras.