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'Personalidade forte'

Gabigol diz amar ser xingado e ignora fama de marrento

O camisa 9 do Flamengo diz ter personalidade forte e, por isso, o consideram arrogante. Em seguida, ele afirmou que os xingamentos servem como combustível para os jogos

Publicado em 05 de Agosto de 2022 às 13:25

Agência FolhaPress

Publicado em 

05 ago 2022 às 13:25
Gabigol, de pênalti, assegurou a vitória do Flamengo sobre o Vasco
Gabigol, atacante do Flamengo Crédito: Marcelo Cortes/Flamengo
Em entrevista ao canal 'Fui Clear???', Gabigol falou sobre os anos de Flamengo, a relação com o técnico Jorge Jesus, em 2019, e também sobre ter fama de marrento.
O camisa 9 rubro-negro disse ter personalidade forte e, por isso, o consideram arrogante. Em seguida, ele afirmou que os xingamentos servem como combustível e que não dá moral a quem fala 'bosta'.
"Eu acho que eu tenho uma personalidade forte. Eu falo o que penso, e, às vezes, eu também não falar é como se eu falasse. Falam um monte de m****, um monte de bosta, e eu não vou dar moral para m****. Então fala aí, eu vou estar em casa jogando videogame, trabalhando e depois faço meus gols no Maracanã", começou.
"Eu sou esse tipo de cara. Mas tem coisa que me motiva também. Eu fui na Vila [Belmiro, enfrentar o Santos], começaram a me xingar do nada. Tem gente que fica triste, acanhado, e eu amo isso. Que me xingue muito, que a imprensa me xingue muito mais, mas eu sinto informar que não vou responder. Não vou ficar respondendo. As pessoas levam a minha personalidade para um jeito que é marrento porque eu não dou moral para eles. Eu vou dar moral para quem é meu amigo, quem está na minha casa", acrescentou o atacante.

FRUSTRAÇÃO NA EUROPA

Em outro momento do bate-papo, Gabigol foi perguntado sobre o período em que foi para a Europa e não conseguiu se firmar em campo, seja na Inter de Milão ou no Benfica. Ele disse que diversos fatores o atrapalharam no Velho Continente, mas que não se arrepende das escolhas.
"Acho que foi um momento que se eu não fosse [para a Europa], ia me arrepender. Optei pela Inter de Milão porque era um clube que estava começando a se reestruturar. O time não estava encaixado, eu ainda jogava aberto pela direita, eu também era muito novo. Tinha vindo do Santos, onde me sentia muito à vontade", explicou, antes de completar.
"Eu também poderia ter ficado na Inter, mas escolhi ir para o Benfica para tentar jogar. Quando vi que tinha Jonas, que eles davam muito mais espaço para quem é da base, quis voltar para não ficar parado, simples. Aí vim para o Santos", concluiu.

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