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Novas regras contra cera aumentam tempo de bola rolando no Brasileirão

O tempo médio de bola rolando foi de 55 minutos e 29 segundos

Publicado em 17 de Agosto de 2026 às 13:08

Agência FolhaPress

Publicado em 

17 ago 2026 às 13:08
Taça Troféu da Série A do Brasileiro Brasileirão
Lívia Villas Boas/CBF
As novas regras aprovadas no último dia 10 pelos clubes da Série A e da Série B do Campeonato Brasileiro para tentar reduzir a cera de jogadores durante as partidas não demoraram a surtir efeito.

No primeiro fim de semana em vigor, nos nove primeiros jogos da 23ª rodada da Série A, o conjunto de medidas já causou um aumento de cerca de 5% no tempo médio de bola rolando.

Segundo a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), até a pausa para a Copa do Mundo, a média de bola rolando nas partidas era de 52 minutos e 54 segundos, número distante da meta de 60 minutos definida pela Fifa (Federação Internacional de Futebol).

Após os nove jogos deste sábado e domingo, o tempo ficou em 55 minutos e 29 segundos. A média supera o tempo de bola em jogo de grandes ligas europeias, como a da Inglaterra (55min23), da Espanha (55min08) e da Itália (54min28).

A rodada ainda será concluída nesta segunda-feira (17), com o duelo entre Internacional e Remo, no Beira-Rio, em Porto Alegre, às 20h (horário de Brasília).

Uma das principais novidades é a retirada de um atleta de linha em caso de atendimento ao goleiro. Quando o arqueiro necessitar de atenção médica em campo, o técnico ou o capitão do time deverá indicar ao árbitro um jogador de linha que ficará fora da partida pelo período de um minuto.

No duelo entre Vasco e Santos no domingo (16), em São Januário, Neymar precisou deixar o campo temporariamente, após atendimento ao goleiro Gabriel Brazão.

Outras medidas contra a cera, como é conhecido o artifício usado para retardar o jogo, incluem um limite de cinco segundos para as batidas de tiro de meta. Há ainda um limite de dez segundos para o jogador substituído deixar o gramado.

"Esse primeiro fim de semana com a implementação das novas regras traz um balanço muito positivo. Ainda é prematuro falar em uma consolidação dos resultados, mas já foi possível perceber avanços importantes em diversos jogos", afirmou Netto Góes, diretor de arbitragem da CBF.

"O aumento do tempo de bola rolando contribui diretamente para um jogo mais fluido, mais dinâmico e, principalmente, para a entrega de um produto cada vez melhor ao torcedor", acresentou Góes.

Uma das mudanças não tem a ver com o tempo de bola rolando. O Brasileiro também passou a adotar o que ficou conhecido como "lei Vini Junior". Os jogadores que cobrirem a boca em discussões deverão ser punidos com cartão vermelho.

A nova regra também já foi aplicada, no confronto entre Vitória e Botafogo, com o atacante Arthur Cabral expulso pelo árbitro após o apito final, por colocar a mão na boca ao discutir com Jair Ventura, técnico do time baiano.

Na Série B, as novas regras entram em vigor a partir desta terça-feira (18), na partida entre Londrina e Atlético-GO. A Copa do Brasil, masculina e feminina, e a A1 do Brasileiro feminino, também passarão a adotar as medidas.
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