Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Governo Bolsonaro dá força de ração à perniciosa ideologia do globalismo

Governo Bolsonaro dá força de ração à perniciosa ideologia do globalismo

O Brasil com Bolsonaro tem seu representante anti-globalista dentro de um fenômeno político internacional recente

Publicado em 28 de Dezembro de 2018 às 17:50

Públicado em 

28 dez 2018 às 17:50

Colunista

Propostas de Bolsonaro podem causar danos duradouros ao Brasil
Helvécio de Jesus Júnior*
Não se trata de mera coincidência. O movimento de reação ao chamado “globalismo” na política internacional finalmente teve seu reflexo no Brasil. Após as vitórias de Donald Trump nos EUA, Macri na Argentina, Matteo Salvini na Itália, Sebastián Piñera no Chile, Netanyahu em Israel, o movimento Brexit no Reino Unido, entre outros movimentos políticos à direita do espectro político, o Brasil finalmente teve em Jair Bolsonaro seu representante anti-globalista dentro de um fenômeno político internacional que tem algumas características comuns.
A primeira característica desse fenômeno reativo é um resgate dos valores indenitários nacionais contra influências políticas exógenas, notadamente o chamado globalismo, uma ideologia política antiga, com uma visão utópica de enfraquecimento dos Estados nacionais, acreditando que assim haveria mais paz mundial. Para isso, o fortalecimento de organizações internacionais, governamentais ou não, como a ONU, baluarte do globalismo atual, seria um objetivo fulcral dessa ideologia regida por burocratas não-eleitos com uma agenda padrão internacional, na maior parte das vezes, politicamente correta.
Globalismo também é diferente de globalização, que significa o fluxo espontâneo econômico de interdependência entre as nações em um mercado aberto mundial. O globalismo significa controle de cima para baixo e necessariamente uma supressão do princípio da soberania estatal.
Outra característica, de cunho mais prático, desse movimento conservador vitorioso, foi o total fracasso político, econômico e social da esquerda política. A política da esquerda de fronteiras abertas, de narrativas ideológicas segregacionistas entre pobres e ricos, mulheres e homens, brancos e negros, héteros e homossexuais, não representa a vontade da maioria da população que tem problemas práticos reais muito mais severos como a criminalidade, o desemprego e a pobreza. Desastres econômicos como o da Venezuela de Chávez, Argentina de Kirchner e o Brasil do PT foram derrotados pela força popular indignada que encontrou em Bolsonaro um caminho de reação ao sistema político corrupto estabelecido.
A política exterior será apenas um reflexo desse desejo nacional anti-globalista que será levada a cabo pelo novo ministro Ernesto Araújo, um representante realista que buscará resgatar os interesses nacionais definidos em termos de poder do Brasil e não pautados por ideologias que submeteram a diplomacia brasileira às forças supranacionais desconectadas da realidade brasileira ou ainda por alinhamento com ditaduras financiadas com dinheiro dos cidadãos como ocorreu durante os governos do PT. O governo Bolsonaro é agora, de fato, mais uma força de ração à perniciosa ideologia do globalismo.
*O autor é doutor em História e professor do curso de Relações Internacionais da UVV

{{ndFunctionFirstNotNull(post.original_author.attributes_map.descricao_de_colunista.value,post.original_author.biography)}}

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Respiração quadrada: como funciona um dos 'truques mais poderosos' para controlar o estresse
Delegacia de Polícia Civil de Piúma
Mulher é encontrada morta com queimaduras na cabeça em Piúma
Imagem de destaque
Mistérios e segredos de textos medievais revelados graças à IA

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados