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Opinião da GAZETA

Hora de desafiar o senso comum: não, os políticos não são todos iguais

Diante da urna, é o momento de o eleitor fazer a diferença e escolher candidatos que não reproduzam eco à demonização da política

Publicado em 06 de Outubro de 2018 às 18:12

Públicado em 

06 out 2018 às 18:12

Colunista

Votação em urna biométrica Crédito: Tatiana Hauer
Não são todos iguais. Candidatos não são todos farinha do mesmo saco, como insiste o senso comum. Se a crença se cristalizar, o próprio potencial de transformação da sociedade estará fadado ao sepultamento. É possível chegar a um lugar melhor, guiados por governantes e legisladores comprometidos com os valores democráticos e com os interesses coletivos, mesmo tão difusos. O eleitor, ao comparecer às urnas neste domingo, deve estar munido de sua própria racionalidade. Não é se apoiar somente na esperança de um futuro melhor, mas na capacidade de estruturar sua própria mudança. Política é aprendizagem contínua, requer entendimento. E é perfeitamente possível avaliar cada candidato com cuidado, associando seu histórico, suas propostas e suas coligações para a tomada de decisão tão relevante para todos.
 Não são todos iguais, e continuar nivelando por baixo torna o processo de escolha uma empreitada sem sentido. É possível apostar na existência de políticos sérios, que almejam um país melhor para todos. Os caminhos podem ser distintos, os objetivos, não. Sempre em defesa das regras estabelecidas pelo consenso democrático.
 Não são todos iguais, e cabe a cada pessoa diante da urna ressaltar, por meio do voto, aquilo que distingue cada pleiteante, suas maiores qualidades e sua disposição para a vida pública. O candidato escolhido deve ser o espelho de cada eleitor, reflexo de seus anseios e de sua conduta como cidadão e todos os demais papéis que exerce em sociedade.
 Não são todos iguais, porque não somos todos iguais, e a política existe justamente para mediar essas diferenças. Sem ela, não há diálogo, não há encontro. Não há vida em sociedade, com seus direitos e deveres. Sem ela, há só um grito no deserto. Negar a política é retroceder nesse já tão intrincado jogo social, que precisa de fato estar mais equilibrado. Os mecanismos participativos para essa estabilidade estão na sua própria essência.
Não são todos iguais, e é função de cada pessoa diante da urna ressaltar, por meio do voto, aquilo que distingue cada pleiteante, suas maiores qualidades e sua disposição para a vida pública
 Não são todos iguais, e este domingo é o dia de fazer a diferença. Dia de confiar o voto naqueles que possuem compromisso público com a democracia, defendida sempre com obstinação. Dia de entender que não se está sozinho nesta jornada, que um país melhor depende da cooperação de todos. A política é o que fazemos dela.

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