Já faz tempo que o Espírito Santo brilha no mundo da dança. O Estado transborda ritmo com diversos grupos e estúdios de balé, jazz, sapateado e até k-pop. E o melhor: tem espaço para todo mundo — desde bailarinos que disputam palcos internacionais até quem só quer se divertir e movimentar o corpo.
Um dos destaques da companhia é Luiza Murari, de 21 anos, que é bailarina profissional, professora de jazz e balé e estudante de Educação Física. Ela começou as aulas de dança ainda com dois aninhos de idade e aos oito já estava competindo. Esta será a segunda vez que Luiza vai competir no Festival de Joinville, o qual ela descreve como "de outro mundo".
Já Janine Pedroza, servidora pública de 42 anos, frequenta a mesma escola, mas com outra mentalidade. Ela se apaixonou pelo balé há 10 anos, assistindo a um espetáculo. Desde então, entre idas e vindas, ela pratica a dança.
Para ela, poder encarar os movimentos desafiadores sem a pressão de ser profissional torna tudo muito divertido. E ela não vai ficar de fora da aventura em Joinville: pela segunda vez, Janine vai acompanhar os bailarinos selecionados na competição, como espectadora.
Outra potência capixaba da dança é o Grupo Allegro, dirigido pela coreógrafa Cristiane Silveira. Em comemoração aos 25 anos de existência, o coletivo fará o espetáculo Sarau de Prata, junto das turmas adultas do Studio Allegro, no dia 27 de junho, no Teatro Sônia Cabral, em Vitória. Já no dia 28, será o momento das turmas infantis e juvenis do estúdio brilharem no III Sarau de Inverno, no mesmo local.
Embora também tenha sua gama de prêmios recebidos, o foco do grupo, que nasceu antes do estúdio de mesmo nome, não é a competição. Formado por bailarinos profissionais e também amadores de 28 a 45 anos, o coletivo monta e apresenta espetáculos autorais de forma independente.
Para Cristiane Silveira, diretora do Grupo e do Studio Allegro, é importante que a dança tenha significado. “A gente não coreografa o movimento pelo movimento, tem sempre uma intencionalidade por trás”, explicou. Ela ainda destaca que a prática agrega muito à vida dos dançarinos, melhorando o autoconhecimento emocional e físico de cada um.