Sair
Assine
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • HZ
  • Cultura
  • Quase 100 anos de tradição: conheça as histórias por trás da Procissão Marítima de São Pedro em Vitória
100 anos de tradição

Quase 100 anos de tradição: conheça as histórias por trás da Procissão Marítima de São Pedro em Vitória

Uma das celebrações mais tradicionais do Espírito Santo acontece neste domingo (28)
André Cypreste

Publicado em 26 de Junho de 2026 às 10:13

Pescadores que vão participar da procissão de São Pedro, em Vitória Ricardo Medeiros

Barcos coloridos, bandeiras ao vento, famílias reunidas e centenas de embarcações cortando a Baía de Vitória em homenagem ao padroeiro dos pescadores. Há quase um século, a Procissão Marítima de São Pedro transforma o mar da Capital em palco de uma das celebrações mais tradicionais do Espírito Santo.


E neste ano, a festa chega à sua 98ª edição e deve reunir cerca de 170 embarcações entre barcos de pesca, lanchas e iates, neste domingo (28). Para quem acompanha a celebração da areia, das pontes ou da Curva da Jurema, o desfile marítimo impressiona pela quantidade de embarcações enfeitadas. Para os pescadores, porém, o significado vai muito além da beleza.

Isso vem de pai para filho. Meu pai já fazia essa procissão quando ainda eram embarcações a remo. Hoje temos barcos com motor, mas a tradição continua a mesma

Álvaro Martins Silva presidente da Colônia de Pescadores de Vitória

A relação dele com a festa atravessa gerações. Aos 71 anos, Álvaro participa da organização da celebração há 45 anos e acompanha de perto a transformação do evento ao longo das décadas.


"Quando termina uma festa, a gente já começa a pensar na próxima. É uma alegria muito grande. A gente não abre mão disso", afirma.

Herança que resiste ao tempo

Procissão marítima de São Pedro em 2019
Procissão marítima de São Pedro em 2019 Álvaro Martins/G1

Mais do que uma manifestação religiosa, a procissão é uma forma de preservar a cultura pesqueira capixaba. Em um cenário em que a atividade enfrenta desafios econômicos e mudanças geracionais, a festa funciona como um momento de reencontro da comunidade.


Segundo Álvaro, a participação dos pescadores continua forte. Muitos aproveitam a ocasião para levar familiares a bordo e manter viva uma tradição que atravessa gerações.

A gente vê filhos, netos e até bisnetos de pescadores participando. É uma festa que une a categoria e fortalece esse sentimento de pertencimento

Álvaro Martins Silva presidente da Colônia de Pescadores de Vitória

A preparação dos barcos também virou uma atração à parte. Embarcações são decoradas com bandeirolas, imagens religiosas e enfeites coloridos para disputar a atenção do público e dos jurados responsáveis pela premiação dos barcos mais ornamentados.

O momento mais esperado

O ponto alto da celebração acontece quando a imagem de São Pedro segue pelas águas da baía acompanhada por dezenas de embarcações. O cortejo percorre trechos da região portuária e retorna em direção à Enseada do Suá.

Procissão Marítima de São Pedro Fernando Madeira

Já próximo à Cruz do Papa, ocorre um dos momentos mais simbólicos da programação: a bênção do anzol. Durante a cerimônia, um pescador mais antigo lança um anzol ao mar enquanto o padre realiza uma oração pedindo proteção, segurança e fartura para os trabalhadores da pesca.


A tradição é acompanhada por salva de palmas dos participantes e representa a esperança de boas pescarias ao longo do ano.

Espetáculo em terra firme

Mesmo para quem nunca entrou em um barco, a procissão oferece um espetáculo que chama a atenção. O contraste das embarcações decoradas com a paisagem da Baía de Vitória transforma o evento em uma das manifestações culturais mais fotogênicas da cidade.


Por isso, a celebração também se tornou um atrativo turístico. A cada edição, moradores e visitantes se espalham por pontos estratégicos da orla para acompanhar a passagem do cortejo marítimo.

Procissão Marítima de São Pedro Fernando Madeira

Enquanto os barcos seguem pelo mar, a festa continua em terra, com barracas, apresentações e encontros que ajudam a manter viva uma tradição prestes a completar um século de história.


Para Álvaro, o desejo é simples: continuar vendo a procissão navegar por muitos anos.

Se Deus quiser, quero estar vivo para ver a festa chegar aos 100 anos. É uma história muito bonita e que faz parte da vida de todos nós

Álvaro Martins Silva presidente da Colônia de Pescadores de Vitória

Veja Também 

Venda Nova do Imigrante recebe festival de balonismo com entrada gratuita.

Venda Nova do Imigrante recebe festival de balonismo com entrada gratuita

Imagem de destaque

Arraiá do "São Raul": bloco Maluco Beleza promove festa que mistura clima junino e Raul Seixas em Vitória

Titãs, IRA! e Dead Fish são atrações do festival de rock em Vila Velha.

Titãs, IRA! e Dead Fish comandam festival gratuito de rock em Vila Velha

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

PF deflagra operação contra suspeitos de agredir seguranças de Lula no ES
Imagem de destaque
Coronel do Corpo de Bombeiros reage e atira contra suspeito de invadir propriedade no ES
Empresa de saneamento básico Aegea
Saneamento é o investimento que o Espírito Santo já fez — e que está mudando tudo

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados