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Gordofobia

Brasileira que disse ter sido impedida de embarcar em voo por ser gorda volta ao Brasil

Em vídeo, a modelo plus size Juliana alegou que a companhia aérea a impediu embarcar no voo do Líbano a São Paulo por ser 'gorda demais'
Agência Estado

Publicado em 25 de Novembro de 2022 às 15:10

A modelo plus size e influenciadora digital Juliana Nehme
A modelo plus size e influenciadora digital Juliana Nehme Crédito: Instagram/ @juliananehme
A modelo plus size e influenciadora digital Juliana Nehme compartilhou em seus stories, no Instagram, que conseguiu embarcar em um voo da Qatar Airways. Há dois dias, ela havia acusado a companhia aérea de gordofobia por ter sido impedida de entrar num voo de volta do Líbano para São Paulo por ser "gorda demais".
"Tudo aconteceu muito rápido. Estava na casa da Embaixada que eles me levaram. Eles disseram que eu tinha que vir até o aeroporto. Me trouxeram aqui. A Qatar finalmente cedeu e eles aceitaram que eu e minha mãe fizéssemos a viagem do jeito que eu comprei, sem ter que pagar a multa e assento extra. Agora estou indo em direção ao portão de embarque", iniciou.
"Gostaria de agradecer todo mundo que me ajudou, eu não tenho palavras, só vou dizer que vou orar por cada um de vocês. Eu quero depois poder marcar cada um que me ajudou aqui com todo carinho. Eu vou embarcar, vou ficar sem internet, mas assim que eu chegar, eu tento entrar em contato novamente com vocês para dizer que está tudo bem. Já mandei a cópia da passagem para as meninas da Gordas na Lei (Ativismo antigordofobia no âmbito jurídico) e agora é só embarcar", disse em sequência.
"Eu não tenho palavras para agradecer a todos que abraçaram essa causa, a nossa causa, a gordofobia. Agradeço de coração a todas as pessoas que nem me conheciam e estiveram aqui para me ajudar. Muito obrigada", finalizou.
Em nota divulgada nesta quinta-feira (24), a companhia aérea disse que a brasileira foi realocada e alegou que um dos acompanhantes de Juliana não teria apresentado documentação necessária para entrada no Brasil.
"A Qatar Airways trata todos os passageiros com respeito e dignidade e, de acordo com as práticas da indústria e de forma semelhante à maioria das companhias aéreas, qualquer pessoa que impossibilite o espaço de um outro passageiro e não consiga prender o cinto de segurança ou abaixar os apoios de braço pode ser solicitada a comprar um assento adicional tanto como uma precaução de segurança quanto para o conforto de todos os passageiros. A passageira em questão no Aeroporto de Beirute foi inicialmente extremamente rude e agressiva com a equipe de check-in quando um de seus acompanhantes não apresentou a documentação PCR necessária para entrada no Brasil. Como resultado, a segurança do aeroporto foi solicitada a intervir, pois funcionários e passageiros estavam extremamente preocupados com a situação. Podemos confirmar que a passageira já foi realocada em um voo da Qatar Airways esta noite saindo do Líbano com destino ao Brasil."
Juliana também se defendeu de acusações sobre ter reagido de forma agressiva ao caso. "Quanto às acusações de que fui grossa e briguei com as atendentes, é mentira! Estão tentando camuflar tudo o que fizeram comigo. Pediram o PCR (exame de covid-19) do meu sobrinho e minha mãe foi e fez na mesma hora: ficou prontos em minutos e entregamos o resultado para ela. Em seguida, foi quando tudo começou. Ela me disse que não era bem-vinda porque eu era gorda e o resto vocês já sabem", disse.

RELEMBRE O CASO

Há dois dias, a modelo e tentava embarcar em uma viagem de volta do Líbano, país onde a mãe nasceu e que sonhava conhecer. Por cinco anos, ela economizou para conseguir arcar com os custos da viagem, mas, ao tentar voltar ao Brasil, foi impedida por ser gorda. O relato foi compartilhado por ela por meio de stories do Instagram.
Segundo a modelo, a companhia aérea Qatar Airways, por onde comprou o voo de volta, queria obrigá-la a comprar uma passagem na classe executiva.
A influenciadora ainda alegou ter sido ameaçada e empurrada por uma funcionária ao tentar registrar a situação. Após duas horas tentando negociar com a companhia, a irmã e o sobrinho conseguiram embarcar, mas ela e a mãe continuam no país. "Fui extremamente humilhada na frente de todas as pessoas que estavam no aeroporto. Tudo isso porque sou gorda", escreveu.

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