Ficou ainda mais evidente nesta semana que a Grande Vitória passa por uma onda de crimes contra o patrimônio que precisa ser contida. Qualquer negligência do poder público em relação a essas ações terá um custo alto, não só material, mas também para o agravamento da sensação de insegurança.
Se não houvesse imagens para mostrar a audácia dos bandidos, seria inacreditável, cenas dignas de filmes de ação. Em Porto Canoa, na Serra, oito bandidos usaram um carro para arrombar uma loja de eletrodomésticos na madrugada desta terça-feira. Uma ação nada discreta, que só pôde ser empreendida com sucesso pelo atrevimento dos criminosos.
Para piorar, não foi um caso isolado, nem mesmo para o estabelecimento, que já havia sido furtado 12 dias antes. Na Capital, uma farmácia na Praia do Canto e uma academia na Enseada do Suá foram alvos na madrugada de segunda-feira. Na Serra, outra loja de eletrodomésticos, em Jacaraípe, sofria seu sétimo ataque neste ano no mesmo horário. Perto dali, um supermercado era invadido.
Os comerciantes, assim, vão acumulando prejuízos, sem que haja uma reação contra essa sequência de arrombamentos. Não bastasse a crise econômica, esses empresários ainda têm que amargar mais perdas, nem sempre repostas. Muitos podem até ter que fechar as portas.
É a comprovação de que a violência urbana afeta até mesmo o empreendedorismo. Manter um negócio sob o constante medo dos prejuízos causados por bandidos na calada da noite é desestimulante. Se a situação econômica já desencoraja, estar exposto a invasões e roubos sepulta qualquer sonho empresarial.