A capixaba Luna Hardman segue na disputa pelo título do circuito mundial no ArcelorMittal Wahine Bodyboarding Pro, a última e decisiva etapa do Mundial de Bodyboarding, que acontece até 20 de setembro, na Praia do Solemar, em Jacaraípe, na Serra. Nesta terça-feira, quinto dia de competições, a brasileira avançou diretamente para a próxima fase da Pro Women ao terminar em segundo lugar da bateria 3 do Round 4, com 10,40 pontos, evitando a repescagem e mantendo o sonho do campeonato.
A disputa pelo título mundial está concentrada em Luna Hardman e Namika Yamashita. A japonesa também avançou, vencendo a bateria 2 do Round 4 com 16,50 pontos, com notas 8,50 e 8,00. A partir de agora, cada bateria pode ser decisiva para a definição do campeonato. Luna precisa chegar à final para conquistar o título mundial. Já Namika basta chegar às quartas de final para garantir matematicamente o campeonato, independentemente do resultado que obtiver depois. Isso significa que o título do circuito pode ser definido antes da final, dependendo dos próximos resultados.
“Estou feliz em pular o round da repescagem e avançar para a próxima fase do campeonato. Não consegui achar muitas ondas boas, mas fiz o necessário para avançar. Então agora é focar na próxima fase e ir com tudo. Esperamos boas ondas, estou bem animada!”, diz Luna.
O dia também foi marcado por uma conquista inédita de Clara Pontes. A cearense conquistou a primeira nota 10 de sua carreira ao vencer a 4ª bateria do Round 3 da Pro Women. Clara somou a nota máxima a um 5,15 e terminou a bateria com 15,15 pontos, garantindo a classificação para a próxima fase.
“Muito obrigada por todo mundo que está assistindo, nem acredito que fiz um 10. Eu estava com as meninas na casa e a gente orou antes de eu entrar no mar e me senti tão amada por todo mundo, pela minha família, minha mãe me ligou, meu técnico mandou mensagem. Eu só tenho a agradecer. Estou muito feliz pelo primeiro 10 da minha carreira, mas o jogo continua. Vamos para a próxima!”, comemora Clara.
Neymara Carvalho também avançou diretamente para a próxima fase. A brasileira venceu a primeira bateria do Round 4 com 15,00 pontos e comemorou o resultado:
“O objetivo foi concluído com sucesso, que era tentar fazer uma bateria boa e não ir pra repescagem. Eu fui pra repescagem nas outras etapas e nessa eu consegui pular, então já estou contente por isso. Agora é pensar em uma bateria de cada vez pra ver como vai desenrolar o restante do evento.”, afirma Neymara.
O ArcelorMittal Wahine Bodyboarding Pro reúne nesta edição 79 participantes de oito países (Brasil, Chile, Portugal, Argentina, Costa Rica, França, Peru e Japão), reforçando o caráter internacional da etapa brasileira do Circuito Mundial Feminino de Bodyboarding. A competição segue na Praia do Solemar, em Jacaraípe, na Serra (ES), até 20 de setembro.
A etapa brasileira é decisiva para a definição das campeãs mundiais da temporada 2026 e distribuirá US$45 mil, a maior premiação da história do circuito feminino em uma etapa mundial. A programação reúne as categorias Pro Women, Junior Women, Master Women, além das inclusivas PCD (para amputadas, deficientes visuais e mastectomizadas) e Mães & Filhas, ampliando a participação de diferentes gerações e perfis de atletas.