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EUA lançam novos ataques contra o Irã após Trump ameaçar 'atingir o país com força' diante da falta de acordo

O Comando Central dos EUA disse que os mais recentes ataques aéreos foram uma resposta à 'agressão injustificada e contínua' do Irã.

Publicado em 10 de Junho de 2026 às 20:35

BBC News Brasil

Publicado em 

10 jun 2026 às 20:35
Imagem BBC Brasil
A Torre Milad, a mais alta do Irã, com 435 metros de altura, é vista em Teerã sob um céu iluminado após ataques aéreos de terça-feira Crédito: Getty Images
O exército dos Estados Unidos lançou novos ataques contra o Irã após o presidente Donald Trump afirmar, nesta quarta-feira (11/6), que as forças norte-americanas iriam atingir o país "com força", alegando que Teerã tem levado "tempo demais para fechar um acordo" para encerrar a guerra.
O Comando Central dos EUA (Centcom) disse que iniciou "bombardeios adicionais de autodefesa" contra "múltiplos alvos no Irã" na tarde desta quarta.
A nota acrescentou: "Os ataques são uma resposta à agressão injustificada e contínua do Irã".
Ambos os lados têm atingido alvos militares e de vigilância ao longo da semana, em uma escalada significativa de ataques e retaliações.
Em resposta aos ataques, o Irã subiu o tom e ameaçou atingir embarcações — incluindo petroleiros e navios comerciais — que transitem pelo Estreito de Ormuz.
"O Estreito de Ormuz foi completamente fechado para todos os tipos de embarcações, incluindo navios comerciais", disse o comando militar conjunto de mais alto nível do Irã em comunicado.
O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, por onde passa uma parcela significativa do petróleo global
Este foi o segundo dia consecutivo de troca de ataques entre os dois países.
Na terça-feira (9/6) um helicóptero americano foi derrubado sobre o Estreito de Ormuz. Os Estados Unidos acusaram o Irã de ser responsável pelo ataque e iniciaram bombardeios contra o país.
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) respondeu atacando bases dos EUA em todo o Oriente Médio.
Explosões também foram ouvidas na ilha de Qeshm, no Golfo, além de várias outras cidades, incluindo Bandar Abbas e Sirik.
Imagem BBC Brasil
Embarcações foram vistas ao largo da costa de Bandar Abbas, no sul do Irã, na semana passada. Ataques foram relatados nas proximidades da cidade portuária na quarta-feira Crédito: EPA
Horas antes do ataque desta quarta, Trump havia alertado: "Nós os atingimos com força ontem e vamos atingi-los com força novamente hoje."
Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que líderes iranianos têm "levado tempo demais para negociar um acordo", enquanto o Ministério das Relações Exteriores do Irã acusou os EUA de "prejudicar o processo diplomático com mensagens contraditórias".
Em resposta às declarações de Trump, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian disse que o Irã "permanecerá firme diante de qualquer pressão ou ameaça".
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou posteriormente que bombas iriam "atingir instalações-chave no Irã".
Hegseth disse que o Irã teve uma chance de fechar um acordo, mas não a aproveitou, e que Trump havia dito que o país seria atacado novamente caso não houvesse um acordo de paz.
Em abril, EUA e Irã concordaram com um cessar-fogo que inicialmente deveria durar duas semanas. Desde então, ambos os lados têm trocado ataques esporádicos, sem retornar a hostilidades em grande escala.
No entanto, as recentes tentativas de mediação entre Washington e Teerã estão paralisadas, e os ataques têm se intensificado.
Os esforços diplomáticos entre os dois países vêm sendo marcados por sucessivos impasses, especialmente em torno do programa nuclear iraniano e das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos.
Diplomatas têm alertado que a falta de confiança mútua continua sendo um dos principais obstáculos para qualquer acordo duradouro, enquanto episódios de escalada militar na região reduzem ainda mais o espaço para negociações.

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