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Após encontro com meninos

Irmãs são assassinadas pelos primos em 'crime de honra' no Paquistão

Jovens de 19 e 17 anos foram vitimadas em emboscada após terem se encontrado dois meninos em Sadiqabad, onde ocorreu o crime, no centro do Paquistão; neste ano, ao menos 938 pessoas morreram neste tipo de crime no país, segundo ONG

Publicado em 05 de Novembro de 2018 às 12:37

Publicado em 

05 nov 2018 às 12:37
Duas jovens paquistanesas de 19 e 17 anos foram mortas por primos em um 'crime de honra'; neste ano, 938 pessoas foram vítimas desse tipo violência no país, segundo ONG Crédito: AP Photo/B.K. Bangash
Duas irmãs paquistanesas foram assassinadas pelos primos após se encontrarem com dois meninos, em um novo caso no Paquistão dos chamados "crimes de honra", informou nesta segunda-feira, 5, uma fonte policial.
O assassinato aconteceu na noite de sábado, quando Bisma Bibi e Naheed Bibi, de 19 e 17 anos respectivamente, retornavam para casa após terem se encontrado com dois meninos, explicou Khamaldin Wali, porta-voz policial do distrito de Sadiqabad, onde ocorreu o crime, no centro do Paquistão.
Os dois primos ficaram escondidos perto da residência das meninas e quando elas se aproximaram, foram estranguladas. "Morreram no ato", disse Wali, que ressaltou que trata-se de "um crime de honra". Os dois primos foram detidos.
Os chamados "crimes de honra" são muito frequentes no sul da Ásia e costumam envolver homens de uma família que vingam o que consideram uma afronta que transgride a conservadora moral familiar das sociedades locais.
Neste ano, 938 mulheres e homens foram vítimas desse tipo de crimes no país, segundo a ONG Comissão de Direitos Humanos do Paquistão (HRCP, em inglês), que adverte que esse número esconde uma realidade ainda maior do que há nos registros.
O governo paquistanês aprovou em 2016 uma lei que proíbe os perdões das famílias das vítimas neste tipo de crimes, um buraco legal usado por muitos homens para ficarem livres após matar a própria mulher ou uma irmã.
No entanto, grupos de direitos humanos e ativistas advertem que a lei teve pouco causo impacto na hora de frear estes crimes.

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