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Novos estudos

OMS diz que proteção de vacinas contra Covid-19 é de seis meses

Kate o'bryan, especialista em vacinas da OMS, explica, no entanto, que a proteção de até seis meses não desaparece completamente depois desse período

Publicado em 09 de Dezembro de 2021 às 13:24

Agência Brasil

Publicado em 

09 dez 2021 às 13:24
Vacinação contra a Covid-19
Vacinação contra a Covid-19 Crédito: Walterson Rosa/MS
Organização Mundial da Saúde (OMS) confirma que a duração da imunização dada pelas vacinas contra a Covid-19 é de seis meses. A estimativa foi por meio do cruzamento de vários estudos já realizados.
Kate o'bryan, especialista em vacinas da OMS, explica que a proteção de até seis meses não desaparece completamente depois desse período. Mas durante meio ano, o risco de doença grave, internação ou morte diminui drasticamente.
As informações de Kate foram dadas hoje (9), em entrevista coletiva.
A OMS indica que o risco de infecção por covid-19 é baixo durante seis meses após a aplicação da vacina.

ÁFRICA

Em nota divulgada hoje, a organização informou que o número de casos de covid-19 na África quase duplicou em uma semana, mas salientou que "há sinais de esperança", já que o número de hospitalizações se mantém baixo.
A OMS adiantou que a investigação está sendo intensificada para determinar se a variante Ômicron é responsável pelo número de casos na África. Houve mais 107 mil casos na última semana, quase o dobro dos 55 mil da semana anterior.
"Cinco países representaram 86% dos casos da última semana, com a África Austral registrando a maior subida, de 140%, principalmente motivada pelo aumento na África do Sul", acrescenta o comunicado.
A OMS destaca, no entanto, que o aumento de casos não parece ter uma correspondência com o número de hospitalizações, o que permite antever que apesar de muito contagiosa, a variante Ômicron não é mais perigosa que as anteriores.
"Os dados que estamos recebendo da África do Sul indicam que a Ômicron pode causar uma doença menos severa", já que o número de hospitalizações está em 6,3%, "o que é muito baixo comparado com o mesmo período, quando o país enfrentava o pico da variante. Delta, em julho", diz a organização.
O continente africano representa 46% dos quase mil casos de Ômicron registrados por 57 países em várias regiões do mundo, dez deles africanos.

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