A revista britânica The Economist deu amplo destaque às ideias e à personalidade do candidato Renan Santos (Missão) em reportagem publicada nesta segunda-feira (31/08).
O texto da Economist foi atualizado depois da publicação inicial para mencionar que a candidatura de Santos foi suspensa por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Renan foi descrito pela revista como tendo uma "visão ousada" e uma "proposta cheia de novas ideias" para o país, com destaque para a economia.
Após dizer que o candidato é excessivamente autoconfiante, a reportagem da The Economist, afirma: "Apesar de se gabar, Santos não é um charlatão. Aos 42 anos, ele concorre à Presidência do Brasil com uma plataforma de cunho técnico que delineia uma visão ousada para o país".
Inicialmente, o título do texto comparava o estilo de Renan ao do presidente da Argentina, Javier Milei: "A maior democracia da América Latina pode ter seu 'momento Milei'?"
Após a notícia sobre a decisão do TSE, o título foi atualizado para: "O candidato presidencial 'dark horse' que as autoridades brasileiras estão tentando barrar"
Dark horse é uma expressão que quer dizer algo como "cavalo azarão". Foi também o título escolhido para um filme em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro que acabou revelando as relações entre seu filho Flávio Bolsonaro, candidato à presidência, e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco Master.
Flávio negou irregularidades na relação com Vorcaro e disse que se tratou de apenas um patrocínio cultural comum.
O texto afirma que Renan Santos e Javier Milei se assemelham na "obsessão" pela economia de livre mercado e na mistura entre "dogmatismo e rock". O candidato do Missão é guitarrista da banda Limão Rosa.
Embora a reportagem destaque o envolvimento de Renan e do Missão em uma "batalha cultural" — descrevendo a sede do partido como revelador de um "projeto focado em uma revolução cultural o tanto que no poder político" —, ela diz que a economia é sua "causa mais importante".
São listadas alguns objetivos da candidatura, como a redução do Estado e "reformas estruturais profundas".
O texto pondera que Renan tem um dígito nas pesquisas de intenção de voto, mas destaca que ele tem atraido apoiadores da direita insatisfeitos com a candidatura de Flávio Bolsonaro — segundo colocado nas sondagens, atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A reportagem traz a declaração de um "banqueiro" não identificado, que diz: "Renan é culto, bem-informado e sabe falar sobre muitos assuntos diferentes. Flávio não sabe de nada."