Até a manhã desta segunda-feira (5), último dia para fechamento formal das coligações, o PSD estava na aliança de partidos em torno de Rose de Freitas (Podemos). No apagar das luzes, o presidente estadual do partido, Neucimar Fraga, deu um cavalo de pau e conduziu o partido para a coligação liderada por Renato Casagrande (PSB), agora oficializada.
Nada que, segundo Neucimar, configure um caso de traição ou deslealdade a Rose.
"Isso não é uma preocupação. Nós deixamos sempre bem claro desde o início que o interesse do PSD neste processo eleitoral era chapa de proporcional. E que nós seríamos aliados onde houvesse possibilidade de uma boa aliança para a eleição de deputados estaduais e federais, tendo em vista que nós não tínhamos candidato majoritário", afirmou.
Neucimar culpa o Podemos, partido de Rose, pela deserção do PSD no cair das cortinas. De modo mais específico, o presidente estadual do Podemos, Gilson Daniel.
"Foi o partido dela que inviabilizou a aliança. E foi tudo bem claro. Nada feito às escondidas. Eles sabiam que eu estava conversando aqui com o PSB."
Foi o partido dela que inviabilizou a aliança. E foi tudo bem claro. Nada feito às escondidas. Eles sabiam que eu estava conversando aqui com o PSB
Segundo Neucimar, o vice-presidente estadual do PSD, Zé Carlinhos da Fonseca Júnior, mantinha posição diferente da dele e procurou manter até o último momento a aliança com Rose, mas não foi possível.
"Voltei pra lá (para a casa de Rose) agora à tarde após um apelo do Zé Carlinhos. Fui para lá para manter a nossa aliança lá, só que os partidos lá ficaram irredutíveis. Você pode dizer que a falta de sensibilidade do Podemos em fazer um esforço em favor da candidatura da Rose de Freitas, que acreditamos seja importante, inviabilizou uma aliança maior entre o PSD e a Rose."